Paradiso oferece opções para pagar bem e gastar pouco

13/02/2009 07:00
Pedro Motta/Esp. EM/D.A Press
Escalope ao pesto, uma das opções do cardápio do Paradiso, instalado no Santo Antônio (foto: Pedro Motta/Esp. EM/D.A Press)
Nem todo mundo que aprecia boa comida dispõe de recursos para experimentá-la em qualquer lugar, a qualquer momento. Em tempos de gastronomia em alta (inclusive de preços) e internet, são muitos os que sabem o que é um filé ao ponto, como se faz um risoto de verdade e conceitos mínimos de harmonização com vinhos, por exemplo. Esse público – que gosta de comer bem, mas não pode pagar mais do que uma conta de bar – constitui um segmento representativo em Belo Horizonte, mas pouco atendido atualmente. Foi justamente isso que levou os primos Gustavo, Márcio e Felipe Rocha a abrirem recentemente o Restaurante Paradiso, no Santo Antônio.

Apesar de pertencerem a uma família com tradição no ramo (proprietária da fábrica de salgados Torre Eiffel), esse é o primeiro empreendimento gastronômico que realizam juntos. Gustavo é publicitário, Márcio é psicólogo, e Felipe, administrador – todos têm menos 30 anos. “O que nos motivou a abrir a casa foi a falta de um restaurante meio-termo para um público como a gente. Um lugar que não fosse botequim no meio-fio nem Dádiva. O cara que vai ao Dádiva ou D’Artagnan vem aqui de bermuda. Faltam opções para quem está começando a curtir gastronomia”, conta Gustavo.

Os três queriam um ponto na Zona Sul e acabaram encontrando-o no Santo Antônio: o imóvel onde funcionou até pouco tempo o Bar Casa da Árvore, na Rua Leopoldina – a região é conhecida pela alta densidade de bares; já restaurantes, não passam de cinco. Eles mesmos idealizaram o ambiente e colocaram a mão na massa durante os três meses de reforma.

Metade das mesas fica do lado de dentro, cujas paredes coloridas são decoradas com colagens de cenas de filmes, instrumentos musicais, livros e fotos – dos Beatles, Cartola, Buena Vista Social Club e Billie Holiday –, que revelam os gêneros musicais tocados no local. A TV transmite filmes, documentários e shows. No quintal, estão mesas simples de madeira, cercadas por pés de jabuticaba, graviola, limão, manga, pêssego e pitanga, além de uma bananeira. Bambus cobrem um dos muros.

AMIGOS

Os sócios contaram com o auxílio fundamental de dois amigos, Tomaz Gomide e Marcos Calmon, proprietários dos restaurantes Gomide e Atlantico. A dupla orientou a empreitada e cedeu o chef José Wilson, que passou pelas duas casas, para comandar a nova cozinha. Ele começou no extinto Café Ideal e acumulou experiência também no Splendido, Chalezinho e Sargas (onde ficou mais tempo, durante cinco anos). Montou o cardápio com palpites dos donos e do gerente, Leonardo Ximenes.

Dos 18 pratos principais, 15 custam menos de R$ 30 – o mais caro, camarões ao leite de coco e curry, servido com pimentões, alho-poró, banana e arroz com brócolis e gergelim preto, sai por R$ 34 (individual). Entre os destaques, escalopes de filé ao pesto com tomate ao forno recheado com risoto de tomate fresco (R$ 28, individual) e fettuccine com paillard (R$ 24, individual). Risotos (cogumelos; camarão; tomate seco com rúcula; aspargos; ou camarão com morangos ao uísque) custam cerca de R$ 24 (individual). O cardápio guarda várias semelhanças com o do Gomide.

Saladas, entradas (carpaccio, sashimi), sanduíches (salmão, frango, filé) e petiscos (filé ao gorgonzola, bolinho de bacalhau, crostinos) completam as opções. Para sobremesa, opções são a torta de maçã verde com creme de menta e sorvete de creme (R$ 12) e o petit gâteau de goiabada com sorvete de queijo (R$ 9,50). A carta de vinhos conta com 23 rótulos (entre R$ 22,70 e R$ 98, garrafa) – há também opções em taça (R$ 8,90).

PARADISO
Rua Leopoldina, 347, Santo Antônio. (31) 3318-6813. Aberto de quarta a sexta-feira, das 18h30 à 0h30; sábado, das 13h à 1h; domingo, das 12h30 às 20h.

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