Passeio gastronômico por Tiradentes

Cidade histórica ficou famosa pela boa comida

23/01/2009 07:00
Ezio Phillot/divulgação
Beth Beltrão, chef do Virada's do Largo: cozinha mineira no capricho (foto: Ezio Phillot/divulgação)
Para quem vai à Mostra de Tiradentes, nada melhor do que boa comida entre um filme e outro. Uma das novidades da cidade histórica é o Restaurante Porta do Céu, especializado em cozinha árabe. A casa é comandada pela montes-clarense Luciene Martins, ex-proprietária do extinto Pequi Roído (restaurante que funcionou entre 2004 e 2006), e pelo marido dela, o egípcio Saad Shawky. “Estava cansada de cozinha e abri como bar, com apenas quatro pratos e algumas receitas que fazia há tempos”, lembra Luciene. Motivado pela preferência da freguesia, o casal decidiu fazer do bar um restaurante árabe só com delícias típicas.

O cardápio reúne 30 pedidas. Clássicos não faltam, como babaghannouj (pasta de berinjela; R$ 18/porção), homus (pasta de grão-de-bico; R$ 15/porção), berinjela recheada com nozes (R$ 15/unidade) e charuto recheado com carne (R$ 15/porção). Sugestões de pratos principais: picanha de cordeiro com chutney de hortelã, cebolas fritas e arroz de lentilha com grão-de-bico (R$ 34/individual) e peito de frango recheado com raspas de laranja, fígado de galinha e carne bovina, servido com arroz de amêndoas com passas e molho de laranja com mel e mostarda (R$ 32/ individual).

Luciene Rego/divulgação
Frango recheado do Cairo, prato do Porta do Céu (foto: Luciene Rego/divulgação)
VIRADINHO

Casa das mais famosas quando o assunto é comida mineira, o Virada’s do Largo, da chef Beth Beltrão, continua tendo entre seus pratos mais vendidos o tutu (com arroz, couve, ovo frito, linguiça e torresmo; R$ 68/duas pessoas) e o frango com ora-pro-nóbis (com arroz e angu; R$ 67/duas ou três pessoas).

Outra pedida de sucesso é o viradinho da cozinheira (R$ 74/duas pessoas), feito com arroz, feijão, ovo, bacon, cebola, carne serenada e pinole. Para petiscar, a linguiça feita no próprio restaurante é uma das sugestões – a porção sai por R$ 27. A pimenta também é preparada lá.

Restaurante relativamente recente é o Confidências Mineiras, especializado em comida mineira e variada. À frente da casa estão Luciana Schettino e Jaime Camargos. Oferece 550 rótulos de cachaça e o preço da maioria das doses varia entre R$ 4 e R$ 25. Entre as opções de pratos, tropeiro, tutu, carne de panela com purê de mandioca e arroz de ervas. Quem não quiser comida típica mineira pode pedir salmão em crosta de ervas e limão com conchiglione de camarão e molho de cúrcuma.

Mesmo o Ora-pro-nóbis, casa batizada com o nome do ingrediente de pratos característicos do estado, oferece opções que nada têm a ver com as velhas receitas de fogão a lenha. Convivem no mesmo cardápio, por exemplo, frango com ora-pro-nóbis, arroz, angu e couve (R$ 52/duas ou três pessoas) e filé ao molho de gorgonzola com arroz de passas ao rum e batata dorê (R$ 39/individual).

Outras pedidas que causam surpresa: os fondues de carne (R$ 68/duas pessoas), queijo (R$ 68/duas pessoas) e chocolate (R$ 45/duas pessoas). “Pedem fondue o ano inteiro. Há dias em que vendemos no almoço”, conta João Lombardi, que comanda a cozinha com mãe, Áurea Paolucci.

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