B.A.R capricha nos tira-gostos

21/11/2008 07:00
Pedro Motta/Esp. EM/D.A Press
O mais novo bar da cidade fica na casa onde funcionava o Buona Távola, na Santa Rita Durão com Afonso Pena (foto: Pedro Motta/Esp. EM/D.A Press)
As credenciais dos proprietários do mais novo bar da cidade parecem refletir a despreocupação no seu batismo: chamada simplesmente de B.A.R., é comandado por Renato Baptista (que foi dono do extinto Barpitista, bar adorado pelo público gourmet) e Marcos Carneiro (que se prepara para abrir no BH Shopping sua segunda Fabbrica Spagheteria). Variações envolvendo os apelidos da dupla, Piru e Bodinho, foram descartadas. Fãs saudosos do Barpitista podem respirar aliviados, pois Renato está de volta a ativa, com receitas que consagrou no antigo bar e algumas novidades.

“Sentimos que a turma que freqüentava o Barpitista estava meio perdida e que havia espaço para fazer um bar diferenciado. Um ponto de encontro, com comida de botequim, sem cachaceiros mexendo com os outros e que permita a vinda de mulheres. Atualmente, inclusive, temos várias turmas de mulheres que se encontram semanalmente aqui”, conta Renato. O local escolhido pelos dois para sediar o bar foi a casa ocupada até recentemente pelo restaurante italiano Buona Távola, na Rua Santa Rita Durão, quase esquina com Afonso Pena.

As reformas duraram cerca de três meses. O ambiente foi totalmente reformulado, deixando o espaço mais aberto e arejado. A parte interna agora está integrada à calçada, onde mesas de madeira permanecem sob a sombra generosa das espessas copas de árvores do quarteirão. O piso de tijolos foi mantido e o teto ganhou revestimento de espuma para reduzir a sensação de barulho. A nova cozinha é um capítulo à parte: espaçosa e clara, em nada lembra o cubículo em que os petiscos do Barpitista eram preparados. “Apostamos na região do Funcionários que, acredito, no futuro será o que Lourdes é hoje”, revela.

HERANÇAS

Do antigo bar, Renato trouxe receitas de sucesso. A primeira delas é o bolo de carne (R$ 16, três unidades): uma condimentada mistura de carnes de boi e porco, molho inglês, pimenta malagueta e pimenta-do-reino. Outra pedida que ex-clientes do Barpitista vão reconhecer é o lombo “enfumaçado”. Trata-se de peça de carne suína defumada por ele num defumador construído em sua própria casa. No bar, ele é servido fatiado, com chutney de maçã (R$ 25). O pastel de camarão, cuja receita é de família, também volta à cena em porção que custa R$ 16 (oito unidade).

Outros petiscos que prometem atiçar o apetite do freguês são as porções de rabada com polenta mole (R$ 18), língua ao vinho (R$ 16), torresmo de barriga (R$ 12) e moela ao molho de tomate (R$ 13). Há ainda três petiscos de sotaque alemão: joelho de porco com batatas cozidas (R$ 32), kassler com salada de batata (R$ 24) e salsichas com salada de batata (R$ 14). Toda lingüiça utilizada da casa é comprada da mais famosa produtora da cidade mineira de Paraopeba, a Bete. A porção simples sai por R$ 14.

Prato que fazia muito sucesso no Barpitista, o filé com arroz “sujo” e fritas (R$ 25, individual) também está de volta, bem como o arroz de camarão cremoso (R$ 54, individual) e o linguado com arroz de maçã e molho de alcaparras (R$ 29, individual). Há também sanduíches, como o que reproduz o monstruoso pão com mortadela do Mercado Municipal Paulistano (R$ 10). Para manter o tempero do jeito que era, Renato conta com a ajuda de seus ex-cozinheiros Bete, Márcio e Fátima.

B.A.R.
Rua Santa Rita Durão, 309, Funcionários. (31) 3223-0918. Aberto de segunda-feira a quinta-feira, das 18h à meia-noite; sexta, das 18h à 1h; sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 17h.

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