Em busca de alternativas

15/08/2008 07:05
Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press
Maria Tereza Vinhal e Patrícia Almeida decidem ficar na água, no Bar Maria de Lourdes (foto: Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press)
O jeitinho brasileiro é sempre citado como algo ruim, mas há situações nas quais o lado bom prevalece. As mudanças de comportamento provocadas pela Lei Seca, com tolerância zero para a mistura bebida e direção, servem de exemplo. Nos últimos finais de semana, a turma de animados que não perde a chance de comemorar com uma bela cervejinha, vinho ou bebida mais encorpada está tendo que se desdobrar para encontrar alternativas para continuar a curtição na noite. Criatividade é o que não falta nessas horas. Sobretudo quando o destino fica alguns quilômetros distante da região central da capital.

O casal de namorados Elaine Vieira e Ronaldo Silva é bom exemplo. O bar predileto é o Capim Limão, na região do Jardim Canadá, na saída de Belo Horizonte para o Rio de Janeiro. No caso, a alternativa era um beber e o outro, não. Como as saídas estavam ficando sem graça, optaram por cortar de vez o teor alcoólico do cardápio, preferindo drinques de sucos. “Tivemos que nos adaptar aos coquetéis de fruta”, explica a funcionária pública. A troca agradou em parte. “O problema é que não dá parar virar um programa da noite. Coquetel se bebe bem rápido. O mesmo não ocorre com outras bebidas”, diz ele.

A busca por um programa mais romântico pode reduzir opções para quem quer se divertir. “Aqui é bom para beber vinho”, afirma Wainer Santiago, que buscou diversão na região montanhosa do Jardim Canadá, com a namorada Flávia Cristina Alves. Ele decidiu tomar cerveja sem álcool, ela trocou a bebida destilada pelo refrigerante.

Mudar os hábitos é mais complicado entre os jovens. Mas não impossível. As amigas Maria Tereza Vinhal e Patrícia Almeida têm encontrado alternativas para a nova situação: “Temos saído mais de táxi”, conta Maria Tereza, que preferia que as casas noturnas e bares oferecessem transporte para os freqüentadores. Enquanto seu sonho não se realiza, segue buscando outras soluções. “Fiquei sabendo até de bares que oferecem desconto para aquele que, numa turma, prefere não beber”.

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