Montagem mineira de 'Lisbela e o prisioneiro' foge dos vícios do besteirol

Espetáculo está em cartaz no Cine Theatro Brasil Vallourec

por Carolina Braga 10/01/2014 06:00

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Cintia Souza/Divulgação
(foto: Cintia Souza/Divulgação)
“É o tipo de comédia que a gente não vê mais”, garante o diretor Ricardo Batista sobre 'Lisbela e o prisioneiro'. O espetáculo dirigido por ele, em cartaz no Cine Theatro Brasil Vallourec, de fato foge dos padrões. Primeiro porque não é um besteirol. É a montagem do texto do pernambucano Osman Lins, contemporâneo de Ariano Suassuna, de humor refinado e ingênuo. Segundo porque não deixa de ser uma superprodução para tempos de vacas magras no palco: são oito atores. Uma raridade.


Fernanda Lima Botelho é a protagonista Lisbela e a única mulher no elenco. O espetáculo conta a história da paixão da moça pelo forasteiro Leléu, um artista de circo. Com um talento para a conquista além da média, a chegada dele no sertão nordestino da década 1940 abala a sociedade. Por causa de seus excessos amorosos, Leléu acaba detido na delegacia da cidade, de onde Lisbela não medirá esforços para libertá-lo.

“Sempre escrevo os textos que dirijo, mas desta vez quis pegar alguma coisa pronta. Tinha visto o filme e gostado. Quando li, vi que o texto não tem nada a ver com a versão para o cinema”, conta Ricardo Batista. Por uma escolha dele, toda a ação foi ambientada nos anos 1940. “Os personagens são muito engraçados. São todos politicamente incorretos”, continua.

Para o diretor, desde que a peça estreou, em setembro do ano passado, a alegria do elenco em representá-la é o que chama mais atenção. Batista fugiu o quanto pode da caricatura, o que costuma ser frequente em montagens que têm o humor como objetivo principal. “Apesar do cenário não ser totalmente realista, montei como se os personagens estivessem mesmo em uma delegacia. Tudo é muito real e, por isso, engraçado. A peça prende as pessoas. Quanto mais o tempo passa, mais o público se envolve”, conta.

“O encontro com o público revelou que o espetáculo tem muito mais coisas divertidas do que eu imaginava”, concorda a atriz Fernanda Botelho. Para ela, isso é consequência da combinação de uma boa história com um elenco afinado. Além dela, estão em cena Guilherme Oliveira, Luciano Luppi, Geraldo Peninha, Geraldo Carrato, João Ferreira, Edu Costa e Rubens Ramalho.

MAIS CAMPANHA Embora desta vez não atue em 'Lisbela e o prisioneiro', Ricardo Batista estará em cartaz na Campanha de Popularização do Teatro e da Dança na comédia 'Como fazer uma mulher feliz com apenas cinco reais'. O diretor, ator e autor garante que se trata de montagem que também foge do besteirol corriqueiro.

“É uma comédia de situação. O que fazemos é uma discussão a partir de opiniões diferentes que as mulheres têm a respeito do mesmo assunto”, informa.

CONFIRA

>> Lisbela e o prisioneiro

Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 20h. Cine Theatro Brasil Vallourec, Praça Sete, Rua dos Carijós, 258, Centro, (31) 3201-5211. Ingressos: R$ 12 (Sinparc).

>> Como fazer uma mulher feliz com apenas cinco reais
Terça e quinta, às 20h30. Teatro Santo Agostinho. Rua Aimorés, 2.679, Santo Agostinho (31) 2125-6810. Ingressos: R$ 12 (postos do Sinparc). Até 27 de fevereiro.

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