Festival Internacional de Improvisação reúne espanhóis, brasileiros e colombianos dedicados à improvisação

Criado em Belo Horizonte, o evento chega à quarta edição

por Ailton Magioli 07/05/2013 08:40

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Agentz Produção/Divulgação
'Passageiros', montagem que será apresentada na quinta-feira (foto: Agentz Produção/Divulgação)
A atriz Mariana Lima Muniz diz que no Brasil – país da improvisação – há duas formas de lidar com essa manifestação: “Enquanto o senso comum atrela improviso a algo malfeito, para nós se trata do último estágio de um ator, depois de ele passar pela formação técnica e entrar em contato com o público”.

Realizadora e curadora do Festival Internacional de Improvisação (Fimpro), que chega a duas capitais nordestinas (Salvador e Aracaju) e a outra do Norte (Belém), além de três do Sudeste (São Paulo, Vitória e BH), a atriz comemora a itinerância do evento criado em BH, que está batendo recorde. Além de apresentar espetáculos nacionais e estrangeiros, o Fimpro vai promover debates, oficina e lançamento de livro.

Viabilizado pelo patrocínio de uma grande operadora de telefonia, via Lei Rouanet, e com orçamento de R$ 550 mil, captados integralmente, o 4º Fimpro reúne os grupos brasileiros Do Quintal e Uma Companhia e o artista Cesar Gouvêa, além da espanhola Impromadrid Teatro e os colombianos Acción Impro e Gustavo Miranda.

A Impromadrid montou 'Corten 2.0' especialmente para o evento brasileiro. Mariana Muniz chama a atenção para a montagem, que reúne dramaturgia, novas tecnologias e música. “Enquanto os atores improvisam, o cenário é pintado ao vivo paralelamente à introdução da internet no espetáculo”, revela. A encenação é guiada pelo famoso “corta!”, a palavra de ordem dos cineastas. “Como resolver essa cena?”, pergunta Mariana, contando que a plateia tem participação ativa, “o que se dá de forma diferente em cada espetáculo”.

De acordo com Mariana, no Brasil, a improvisação é forte, no bom sentido. “O repente e o teatro de rua são grandes exemplos disso”, repara. No Fimpro, essa manifestação se radicaliza. “O público não sabe o que vai ver, e os atores não sabem o que vão fazer”, explica a atriz.

Além da equipe reduzida de sete pessoas em Belo Horizonte, o 4º Fimpro conta com grupos de produção em cada capital. “Pela proporção, é até surpreendente”, avalia a curadora, lembrando que o evento demanda logística especial. “Tivemos de montar um quebra-cabeça, principalmente para incluir Belém. É amazônico o custo para chegarmos lá”, ressalta Mariana.

O 4º Fimpro contará com 30 artistas, que circularão o país com montagens baseadas na improvisação e no jogo. “Contemplamos os dois tipos de espetáculo”, explica a curadora, reforçando que o festival busca mais as montagens experimentais, enquanto a televisão prefere o jogo, que pode se transformar em momento de confraternização entre elenco e público.

“Em cidades como BH e São Paulo, onde a prática do improviso está mais difundida, privilegiamos montagens mais teatrais e experimentais. Nas outras, que estão recebendo o evento pela primeira vez, mesclamos um espetáculo teatral e outro de jogo para o público conhecer os dois lados da improvisação”, conclui.

4º FIMPRO

ESPETÁCULOS
> Corten 2.0
Impromadrid Teatro (Espanha). Amanhã, às 20h

 

> Passageiros
Do Quintal (Brasil) e Acción Impro (Colômbia). Quinta-feira, às 21h

 

> Dos Gardenias Social Club
Uma Companhia (Brasil).
exta-feira, às 21h e às 22h30

Teatro Dom Silvério, Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi. Entrada franca, com retirada de senha na bilheteria. Informações: (31) 3228-7500 e www.fimpro.com.br

DEBATE
>> O improviso na contemporaneidade
Com grupos convidados. Escola de Belas Artes da UFMG, Avenida Antônio Carlos, 6.627, Câmpus Pampulha. Amanhã, às 14h. Entrada franca

OFICINA
>> Com Impromadrid Teatro
Para atores, diretores e professores previamente selecionados. Escola de Belas Artes da UFMG. Hoje, às 18h30 e às 22h

LIVRO
>> Improvisação como espetáculo: Processo de criação e metodologias de treinamento do ator-improvisador (Editora UFMG), de Mariana Lima Muniz. À venda durante as apresentações

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