Obras de Augusto Fonseca e Nerino de Campos têm o homem e as questões sociais como tema

Trabalhos estão expostos em mostra do BDMG Cultural

por Walter Sebastião 10/01/2013 09:21

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BDMG Cultural/divulgação
(foto: BDMG Cultural/divulgação)
Alegorias fazendo crítica à pretensa racionalidade da sociedade. Esse é o ponto comum das obras que Augusto Fonseca e Nerino de Campos apresentam na Galeria de Arte do BDMG Cultural. O primeiro mostra a série Quando penso ter razão, com cerca de 20 obras, realizada em 2011 e 2012, cujo emblema é a cabeça humana. O segundo, por sua vez, expõe conjunto de 70 trabalhos, realizados entre 2012 e 2013, chamado Pequenos formatos, grandes formas. São figuras humanas, animais, paisagens etc. “Faço fendas em imagem que é o símbolo da razão, transformando-a em outra coisa”, conta Augusto. “Estou falando do desastre que se tornou o mundo”, explica Nerino.

Os trabalhos de Augusto Fonseca são de momento em que deixou de lado proposições mais geométricas e “extremamente racionais”, em favor de produções mais soltas. Está tentando construir tridimensionalmente, com cabeças de manequins, a mesma imagem que está nos papéis. Ele é formado em pintura e cinema pela Escola de Belas-Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já participou de exposições no Museu de Artes e Ofícios (MAO), na Quina Galeria, no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), no Atelier Circo Bonfim, no Espaço Mamacadela, na Galeria de Arte Nello Nuno e na Galeria de Arte da Escola de Belas-Artes da UFMG. Outras cidades invisíveis, uma individual, foi apresentada na Galeria de Arte da Cemig.

Nerino de Campos tem 70 anos. O conjunto de obras que apresenta volta-se para a crítica social. “Mostro o excesso de pessoas, a disputa desenfreada por espaço que já não existe, a necessidade de vender mais e mais carros, sem que ninguém consiga andar com eles”, exemplifica. O artista conta que não faz muito planejamento na hora de criar. “Nada é preconcebido, jogo as manchas, vejo o que surge e procuro um nome”, conta. As obras têm títulos como Ímpeto de felicidade, Força do mal, Nem só de afeto vive o homem, La e cá etc. O artista é de formado pela Escola Guignard, da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). É de Belo Horizonte e morou no Rio de Janeiro, onde cursou desenho no Liceu de Artes e Ofícios. Frequentou ainda aulas de pintura, desenho, serigrafia e gravura em metal na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Augusto Fonseca e Nerino de Campos

Mostras de aquarela e pintura. Galeria de Arte do BDMG Cultural, Rua Bernardo Guimarães, 1.600, Lourdes, (31) 3219-8599 / 8691. Diariamente, das 10h às 18h. Até dia 31. Entrada franca.

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