Só a partir de 2014 os teatros Francisco Nunes e Clara Nunes deverão reabrir as portas

Enquanto isso, a campanha de popularização se ressente da falta de palcos na capital

por Ailton Magioli 23/12/2012 10:04

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 (Leandro Couri/EM/D.A Press - 26/7/2012)
Lateral do Teatro Francisco Nunes, fechado há três anos. A abertura está prevista para janeiro de 2014 (foto: (Leandro Couri/EM/D.A Press - 26/7/2012))
O novo ano se aproxima e Belo Horizonte, mais uma vez, ficará sem dois de seus principais teatros públicos de porte médio. Desde 2009, estão fechados o Francisco Nunes (530 lugares), em decorrência de problemas de infraestrutura, e o Clara Nunes (400 lugares), que exige obras de acessibilidade. Público e produtores aguardam ansiosamente a reabertura desses dois espaços localizados em pontos estratégicos da Região Central. Além das artes cênicas, ambos podem abrigar espetáculos de música e outras manifestações artísticas. De acordo com o cronograma divulgado pela Fundação Municipal de Cultura (FMC), o Chico Nunes, no Parque Municipal, terá as obras de recuperação iniciadas em maio do ano que vem. Há três anos, ele foi fechado para a reforma da estrutura do telhado. A conclusão dos trabalhos, que inclui outros consertos, está prevista para dezembro de 2013. A aguardada reinauguração ficou para janeiro de 2014. O cenógrafo e arquiteto Raul Belém Machado (1942-2012) criou o novo projeto visual. Fachada O destino do Teatro Clara Nunes, cujo principal problema é a acessibilidade, será definido nos próximos dois meses, informa a assessoria de comunicação da Imprensa Oficial de Minas Gerais. A centenária instituição, que revitalizou sua fachada da Avenida Augusto de Lima, promete nova concepção de administração à casa de espetáculos, cuja entrada fica na Rua Rio de Janeiro. O compromisso da Imprensa Oficial é revitalizar o teatro. Recentemente, lá foram abertas galeria de arte e sala multimeios, onde serão exibidos filmes a partir de fevereiro – projeto fruto da parceria firmada entre a Imprensa Oficial e o Instituto Humberto Mauro. Cinema A população cobra a reabertura de outros espaços artísticos da capital. Há anos se promete a transformação do antigo Cine Santa Tereza em centro cultural da Regional Leste. O projeto remonta ao Orçamento Participativo 2001/2002, da Prefeitura de Belo Horizonte, mas só na última quinta-feira o prefeito Marcio Lacerda assinou a ordem de serviço para o início dos trabalhos no rebatizado Centro Cultural Santa Tereza. Sala multimeios, cinema, biblioteca e galeria de arte estão previstos para o espaço. As obras vão começar em janeiro e devem ser concluídas em nove meses. Solução pode vir do Sesc Rômulo Duque, presidente do Sinparc, diz que o Sesc Palladium poderá assumir a reforma e a programação do Teatro Clara Nunes, que pertence à Imprensa Oficial de Minas Gerais. Ele participou de reuniões entre essa instituição, a Secretaria de Estado da Cultura e o Sesc-MG.  A assessoria de imprensa do Sesc Palladium informa que há interesse em assumir o teatro, vizinho da instituição. Mas isso envolve fatores que ainda estão sendo avaliados. Nada está confirmado, ponderam assessores da instituição.

Agendas sobrecarregadas A proximidade do início da 39ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, marcada para 5 de janeiro a 4 de março, deixa o Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais (Sinparc-MG) apreensivo. “Os teatros Francisco Nunes e Clara Nunes fazem muita falta à campanha, por se tratar de duas casas de porte médio”, afirma Rômulo Duque, presidente do Sinparc. “Os dois são muito importantes para nós. Teremos de sobrecarregar as agendas do Palácio das Artes e do Sesc Palladium para poder atender à demanda”, informa Duque. Entre janeiro e março, os espetáculos da campanha de popularização ocuparão cerca de 40 espaços da capital. “Em 2013, vamos levar o projeto ao Teatro da UNA, no Bairro Lagoinha. Além de ainda não ter tradição teatral, ele está um pouco afastado da Região Central”, pondera o presidente do Sinparc. Houve tentativas para incluir o Teatro Bradesco, no Minas Tênis Clube 1, na próxima edição do evento. Mas o espaço ainda está em fase de conclusão. Resultado: por causa das agendas abarrotadas do Palácio das Artes e do Sesc Palladium, haverá temporadas de apenas dois dias para espetáculos com grande apelo, entre eles a peça da popular Filó, a diarista interpretada pela atriz Gorete Milagres. O Teatro Francisco Nunes será reaberto graças ao Instituto Unimed-BH, por meio do projeto Adote um bem cultural. A Fundação Municipal de Cultura prevê investimento de R$ 10 milhões para restaurar e modernizar o Chico Nunes. O Centro Cultural de Santa Tereza virá a público graças à parceria da Prefeitura de Belo Horizonte com a Vale, que destinará R$ 1,8 milhão ao espaço.



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