Grupo chileno Kapital apresenta peça em Belo Horizonte

A ideia é trocar informações com profissionais do teatro

por Carolina Braga 14/11/2012 10:24

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Francisco Bermejo/Divulgação
Cena do espetáculo La matanza, que o grupo Teatro Kapital está trazendo a BH (foto: Francisco Bermejo/Divulgação)
 

Uma mistura de teatro e performance, com fortes elementos políticos e documentais. É assim que o diretor chileno Iván Inzunza apresenta a linguagem adotada pelo Teatro Kapital. O jovem grupo de Santiago é o primeiro convidado estrangeiro do projeto Esquyna Latina, promovido pelos mineiros do Grupo Teatro Invertido e Mayombe. Desta quarta-feira a domingo serão três espetáculos, em cinco apresentações e muitos debates na sede do grupo, no Bairro Sagrada Família. O principal objetivo é o intercâmbio com os colegas latinos. Criada em 2007, a companhia convidada se destaca no Chile por desenvolver um trabalho também focado na pesquisa. Como comenta o diretor Iván Inzunza, é um teatro que se caracteriza pelo rompimento da fantasia e o destaque da convivência. “É um teatro que dedica um olhar democrático a outras disciplinas não para subjugá-las em relação ao drama, mas para dialogar com a dança, o cinema, a música a literatura”, explica ele. Debates Sábado e domingo, o Kapital apresentará La matanza. A peça é baseada no ensaio Las grandes masacres, de Patricio Manns. A adaptação para os palcos privilegiou uma reflexão sobre os limites do teatro. “Diria que não é a dramaturgia que nos define, mas o corpo. O texto de La matanza elabora os problemas da memória, questões que acredito serem comuns na nossa América”, adianta Iván Inzunza. A programação do Esquyna Latina começa com um debate com Inzunza, Leonardo Lessa, do Grupo Teatro Invertido; e Sara Rojo, professora da UFMG e diretora do Mayombe. Na sequência, será apresentada a montagem A pequenina América e sua avó $ifrada de escrúpulos, seguida de um bate-papo com Graciela Ravetti, também da UFMG. Segundo Iván Inzunza, será uma grande oportunidade de conhecer na prática um pouco do teatro brasileiro. Até então, uma forte referência para ele são os métodos de Augusto Boal e textos da professora Sara Rojo. “Ali conheci, ao menos em teoria, as experiências teatrais de residência. Aproveitei para me familiarizar com o idioma aplicado ao teatro. Além disso, há alguns anos mantenho contato com o Mayombe e o Invertido. Chama a atenção a coincidência de visualidades entre nós”, comenta o diretor chileno. ESQUYNA LATINA Desta quarta-feira a domingo, no Esquyna Espaço Coletivo Teatral (Rua Célia de Souza, 571, Sagrada Família). Ingressos a R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada). Informações: (31) 9395-0500



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