Regina Duarte celebra 50 anos de carreira com peça em SP

Raimunda, Raimunda marca estreia da atriz na direção

por Agência Estado 19/10/2012 15:23

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Alex Carvalho/TV Globo
(foto: Alex Carvalho/TV Globo)
Ela já foi Ritinha, Patrícia, Simone, Porcina, Malu, Raquel, Maria do Carmo, Helena, Chiquinha e Clô, entre tantas outras mulheres marcantes em mais de 50 anos de trabalho artístico. Agora, para celebrar a carreira iniciada em 1961, Regina Duarte assume mais duas figuras femininas, faces da mesma persona, na peça Raimunda, Raimunda, a partir desta sexta, em São Paulo, no Teatro Raul Cortez. E que também é a estreia da atriz na direção teatral. O espetáculo em dois atos, retirados de uma quadrilogia do dramaturgo piauiense Francisco Pereira da Silva (1918-1985), ainda permite que a paulista Regina se volte às suas raízes nordestinas, especialmente na porção final. "A prosódia nordestina é muito familiar para mim, eu sou filha de cearense. Esse som está no meu ouvido a vida inteira", comenta a atriz. Regina conheceu os textos de Francisco Pereira da Silva em 2009, por meio de amigos do Piauí. "Eu tenho uma admiração imensa pela obra dele e não entendo como que um autor com a grandeza dele, com as qualidades literárias e dramatúrgicas dele, seja ainda tão pouco conhecido." Na primeira parte do espetáculo, Ramanda e Rudá, a personagem Ramanda perambula com seu companheiro Rudá, em um futuro indeterminado, em busca do São Saruê - o paraíso na literatura de cordel, onde ninguém fica doente, nem passa necessidade, e todos são felizes. O ato seguinte, Raimunda Pinto, mostra a trajetória da cearense Raimunda, que sai de sua terra natal para tentar a sorte no Rio de Janeiro, isso na década de 40. "A peça fala sobre a busca de ser feliz nessa vida e as opções que a gente faz para isso", comenta Regina, que, na sua concepção de diretora, imaginou que o segundo ato fosse um flashback da mulher da primeira história. Com a "sorte" de ter começado no teatro com Antunes Filho e trabalhado com outros renomados diretores - Regina cita também Paulo José, Gabriel Villela, Jô Soares e José Possi Neto -, a atriz até quis colocar todas essas influências na primeira montagem comandada por ela, mas se conteve. "Claro que, com eles todos, aprendi muito. Mas a minha maior preocupação nesse espetáculo era não transformar esse texto em excesso de informação." Como não se considera boa para fazer casting, os oito atores do elenco - Allan Souza Lima, André Cursino, Creo Kellab, Henrique Pinho, Ricardo Soares, Rodrigo Becker, Rodrigo Candelot e Saulo Segreto - foram indicação do produtor Hermes Frederico. Eles interpretam, ao todo, 22 personagens.

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