Escritores brasileiros têm boa recepção no exterior

Participação expressiva do país na Feira Literária de Frankfurt aponta bom momento da literatura brasileira

por Agência Estado 15/10/2012 15:10

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Programas de apoio à tradução, a recém-lançada Granta brasileira, o fato de as editoras nacionais estarem mais atentas à literatura feita no País e do Brasil ser o país convidado da Feira do Livro de Frankfurt em 2013. Somando esses elementos à curiosidade que o País anda despertando, este é um bom momento para ser escritor no Brasil; e os que ainda não contrataram agentes literários têm de correr para não perderem a chance de fazer parte do que se espera ser o novo boom da literatura brasileira. A Record se impressionou com a quantidade de editores em seu estande interessados no romance de estreia de Luisa Geisler, Quiçá. Ela, que é a autora mais jovem da Granta, pode ter seu livro editado agora em Israel, Itália, Holanda e Espanha. Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, conta que entre os autores de sua casa, Carola Saavedra, Michel Laub e Daniel Galera foram bem procurados. "No caso do Galera, o fato da Suhrkamp ter destinado três leitores para o novo livro no fim de semana e ofertado alto para o livro se espalhou pela feira e abrirá as portas de muitos países." Cristovão Tezza aproveitou a vinda à Alemanha para assinar o contrato de edição de O Filho Eterno na Dinamarca. Record e Companhia montaram estandes próprios. As editoras que integraram o estande coletivo organizado pelo projeto Brazilian Publishers também fizeram, ou começaram a fazer, bons negócios. Até sexta-feira, último dia forte de reuniões - no sábado e domingo a feira abriu as portas para o público e os editores foram embora -, tinham sido realizadas no estande 388 reuniões. Esperava-se que os editores fechassem, no evento ou nos meses seguintes, negócios da ordem de US$ 150 mil. Porém, na primeira tabulação da pesquisa, respondida por 23% dos expositores, o valor já tinha subido para US$ 195 mil, entre venda de livro impressos e de direitos autorais de obras brasileiras. Gustavo Faraon, da Não Editora e Dublinense, esteve em Frankfurt como parte do programa de treinamento de editores independentes da própria feira. Estudou e ganhou um estande pequeno, junto com os companheiros do Nepal, Senegal, Paquistão e Egito, entre outros países. Faraon não marcou muitas reuniões para o período da feira, e nem por isso o estande ficou vazio. "Vieram tradutores, distribuidores de livro em português e editores da China, Alemanha, Egito e Croácia. Voltando ao Brasil, vou tentar com todas as minhas forças fazer essas traduções darem certo", conta. Montado pela primeira vez na feira, o espaço da Associação Brasileira de Editoras Universitárias também recebeu, entre outros profissionais, livreiros interessados em distribuir as obras produzidas nas universidades. "Há muito mais gente falando o português hoje no mundo. Só de um título que ensina o idioma para estrangeiros, já vendemos, ao longo dos anos, 135 mil cópias", conta Susanna Florissi, diretora da SBS, livraria, distribuidora e editora especializada em livros técnicos. Nessa linha, a Melhoramentos deve finalizar a venda do banco de dados da Michaelis para o Japão. Se der certo, vai ganhar algo em torno de US$ 60 mil ou US$ 80 mil por ano. A Record garantiu os direitos do novo livro de Isabel Allende e de The Rosie Project, do australiano Graeme Simpson. A Globo entrou na onda dos eróticos e comprou o S.E.C.R.E.T., de E. M. Adeline. A aposta da Lafonte é The Lost Husband, de Katherine Center. E a da Alfaguara, o italiano Alessandro Baricco.

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