Festival de Arte Digital reúne performances e instalações que não se valem apenas dos computadores

Artistas do Brasil e do exterior revelam múltiplas possibilidades

por Carolina Braga 05/10/2012 08:24

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(Carlo Bernadini/Divulgação)
Light tension, instalação de Carlo Bernardini que está entre as atrações desta edição do FAD (foto: (Carlo Bernadini/Divulgação))
Ainda que as performances sejam as protagonistas do primeiro fim de semana do Festival de Arte Digital (FAD), a sexta edição do evento, que vai até 16 de novembro, tem cardápio de combinações bem variado quando o assunto é o mundo dos bits e bytes. Instalações, oficinas e debates incrementam as experimentações, que, de alguma maneira, vão refletir sobre as interfaces relacionais existentes na arte contemporânea. “Estamos vivendo momento em que as pessoas dominam mais de um tipo de técnica, mais de um assunto. Então, no FAD, quando falamos em interfaces relacionais, significa que a produção de arte atual não está ligada a um artista ou a um coletivo”, comenta o DJ Tee, um dos idealizadores do festival. O FAD terá, ao todo, 15 trabalhos divididos entre performances, instalações, que propõem conexões, seja com o público ou outras linguagens. Segundo o DJ Tee, essa edição está marcada por criações norteadas por conceitos artísticos bem distintos. O manejo de técnicas também é diferente. “As pessoas não estão mais dependentes de um sistema de fazer arte por meio do computador. Hoje, ninguém está preso. As pessoas criaram seus próprios suportes e estão trabalhando em cima deles”, explica. No FAD Galeria, por exemplo, trabalhos como Ligth tension, do italiano Carlo Bernadini, usa fibras óticas para reproduzir uma ilusão de volume. Já Anaísa Franco e André Perrota desenvolveram uma escultura que respira praticamente junto com o espectador, ThroughOut breathing. Tem, ainda, Pedagogia da crueldade, trabalho de Ana Moravi que depende do silêncio e da imobilidade do observador para que a relação seja estabelecida. Propostas parecidas também são exploradas nas performances. Os uruguaios Fernando Velázquez e Francisco Lapetina, por exemplo, construíram trabalho audiovisual a partir da pesquisa sobre as conexões culturais entre Brasil e o Uruguai. Marcelo Kraiser, Marco Scarassatti e Isabel Stewart, por sua vez, se interessaram pelas paisagens sonoras. Elas serão construídas na hora da apresentação de Torções, a partir do que chamam de infrainstrumentos e sintetizadores artesanais. A italiana Francesca Fini, por exemplo, quer transportar a plateia para uma dimensão imersiva da arte, misturando body-art e design, na performance Blind. EXPERIÊNCIAS Como se trata de evento que pretende discutir maneiras contemporâneas de fazer arte, o FAD dedica espaço à troca de experiências. O simpósio que será realizado amanhã terá Chico Marinho em debate sobre software-pensamento/poesia-livre; o italiano Carlo Bernadini vai falar sobre futuro e território; e Luiz Duva e Fernando Velazquez abordarão performances audiovisuais. O que ver PERFORMANCES » Nesta sexta-feira 19h – Torções, com Marcelo Kraiser, Marco Scarassatti e Izabel Stewart (Belo Horizonte) 20h – Acidente, com Fernando Velázquez & Francisco Lapetina (Uruguai) 21h – Operators, com Luke Bennett, Baris Hasselbach e Simon Krahl (Alemanha/França) » Sábado 19h – Blind, com Francesca Fini (Itália) 20h – Storm, com Luiz Duva (São Paulo/Brasil) NA GALERIA Instalações . Pedagogia da crueldade, de Ana Moravi (BH/Brasil) . ThroughOut breathing, de Anaísa Franco (SP/Brasil) . Light tension, de Carlo Bernardini (Itália) . Anthem, de Felipe Castelblanco (Pittsburgh, EUA) . Tímido, de Henrique Roscoe (BH/Brasil) . Patrimônio imaterial, de Lucas Carvalho (BH/Brasil) . Emotic, com Italo Travenzoli e Chico Marinho (BH/Brasil) . Manequim, com Equipe: Fernanda Shairon, João Pedro Mayrink, Kayran Ghandi, Renata Carmo, Sandro Miccoli, Tathiane Mendes, Chico Marinho (BH/Brasil) . Homem chocalho, com Rafagan Soares de Carvalho, Flavio Houssen, Chico Marinho (BH/Brasil) . Caixinha de pedaços, com Hacklab (BH/Brasil) Retrospectiva O livro FAD retrospectiva será lançado hoje na programação do festival. Trata-se de coletânea dos melhores trabalhos apresentados nas cinco edições anteriores. Também fazem parte da publicação textos inéditos do mineiro Chico Marinho e de Nacho Duran, de São Paulo. FAD 2012 De hoje a 16 de novembro, na Funarte MG, Rua Januária, 68, Floresta, (31) 7512-1150. Informações: www.festivaldeartedigital.com.br. Galeria, de terça a sábado, das 10h às 18h; domingos e feriados, das 14h às 20h. Entrada franca.Os ingressos para as performances serão distribuídos meia hora antes da sessão.

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