O lago dos cisnes chega a Belo Horizonte pela Companhia Brasileira de Ballet

Clássico de Tchaikovsky ganha montagem com 50 profissionais em cena e direção de Jorge Teixeira

por Mariana Peixoto 05/09/2012 09:15

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CBB/divulgação
Romance do príncipe Siegfried e da princesa Odette atrai belo-horizontinos ao Sesc Palladium (foto: CBB/divulgação)


A nova montagem da Companhia Brasileira de Ballet (CBB), O lago dos cisnes, sob direção de Jorge Teixeira, faz sua estreia nacional em Belo Horizonte. Serão duas apresentações, quarta e quinta-feira, 5 e 6 de setembro, no Sesc Palladium. O espetáculo, na opinião do diretor “o maior desafio da dança clássica”, vai levar para o palco do teatro 50 profissionais, entre bailarinos e figurantes, para contar a história de amor do príncipe Siegfried e da princesa Odette. “Está tudo saindo da caixa agora”, comenta Teixeira, que há dois anos também estreou na capital mineira a montagem de Dom Quixote. “Foram três dias de casa lotada. O público da cidade realmente gosta de balé”, acrescenta o diretor da companhia, sediada no Rio de Janeiro.

 

Veja fotos do espetáculo


Com as atividades desenvolvidas na Fundição Progresso, a CBB conta atualmente com 42 integrantes, bailarinos de todo o Brasil, provenientes de projetos sociais. “A companhia é resultado de dois projetos. Um é o Aprendiz, que reúne bailarinos oriundos de várias cidades brasileiras que queiram se profissionalizar. O outro é o Ciranda carioca, que atua em comunidades carentes do Rio. Fazemos um trabalho de profissionalização da técnica clássica”, continua Teixeira. Aqueles que têm melhor rendimento passam a integrar o corpo da baile da CBB.


CBB/divulgação
Roteiro conhecido em todo o mundo exige muito dos dançarinos (foto: CBB/divulgação)
A CBB foi fundada em 1967 e tinha como figura de frente a bailarina Regina Ferraz. Passou um período inativa. Em 1991, Jorge Teixeira fundou o Grupo Thalhe. Dez anos mais tarde, foi cedido a ele o nome da CBB, que foi revitalizada. Ao longo desse período, o grupo começou a se destacar ainda no cenário internacional. Voltou recentemente de sua primeira turnê a Israel. Também já se apresentou na China, Mônaco, Estados Unidos, México e Suíça.


Agora, a CBB está abrindo um braço em Belo Horizonte. “Estamos implementando, com o projeto Muda dança, um trabalho como o que fazemos no Rio de Janeiro. A ideia é visitar projetos sociais e garimpar quem tem talento, disciplina e vocação para a dança”, completa Jorge Teixeira. Em novembro, a CBB retorna à cidade, desta vez para apresentar a montagem de O quebra-nozes.

 

Feito para o Bolshoi

Balé dramático em quatro atos do compositor russo Tchaikovsky, com libreto de Vladimir Begitchev e Vasily Geltzer, O lago dos cisnes foi encomendado pelo Teatro Bolshoi. Sua estreia ocorreu em fevereiro de 1877, em Moscou. Foi um fracasso, atribuído à coreografia de Julius Reisinger e ao desempenho da protagonista, a bailarina Pelageya Karpakova. Em 1894, um ano depois da morte de Tchaikovsky, foi feita uma nova versão em homenagem ao compositor, dessa vez com coreografia de Marius Petipa. A reestreia foi em 1895, no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo. A história de amor entre um príncipe e uma jovem enfeitiçada torna-se um marco da história da dança também por romper padrões estéticos. Pela primeira vez, por exemplo, as bailarinas usam saia curta, que se tornou uma marca da dança clássica desde então. 

 

O LAGO DOS CISNES
Quarta e quinta-feira, 5 e 6 de setembro, às 20h, no Sesc Palladium (Av. Augusto de Lima, 420, Centro). Ingressos a R$ 50 e R$ 25 (meia). Informações: (31) 3214-5350

 



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