Ministério da Cultura promete liberar recursos para a divulgação da literatura brasileira no exterior

Projeto contemplará também tradutores

05/07/2012 10:13

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Vitor Ortiz, secretário do Ministério da Cultura, participa da Flip (foto: Divulgação)
Quatro novos editais para a promoção da literatura brasileira no exterior devem ser publicados em agosto pelo Centro Internacional do Livro, novo órgão da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), que centraliza as políticas de livro e leitura do governo. Eles serão apresentados amanhã, durante a 10ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).
Vitor Ortiz, secretário executivo do Ministério da Cultura, e Galeno Amorim, presidente da FBN, explicaram que um dos projetos prevê o apoio à publicação de brasileiros em países de língua portuguesa. A bolsa de US$ 6 mil deve contemplar 12 obras. Tradutores estrangeiros empenhados em verter autores daqui para seus idiomas poderão se inscrever no programa de residência. Eles vão receber R$ 15 mil para gastar com passagem e outras despesas. Em contrapartida, tradutores brasileiros devem ser mandados para o exterior.
Escritores do país terão apoio para viajar e divulgar seu trabalho no exterior. Estão previstas 30 bolsas no valor de US$ 3 mil. A ideia é de, além de traduzir e publicar livros, as editoras promoverem a obra convidando os autores para encontros com leitores, afirmou Ortiz.
O último programa compreende bolsas de US$ 8 mil para tradução de livros técnicos. Os investimentos somarão R$ 76 milhões até 2020.
Venda O editor Jonathan Galassi, um dos convidados da Flip, que será encerrada domingo, avisou: “No mercado editorial de hoje não vendemos livros, mas autores”. Ele preside a Editora FSG, casa de dezenas de prêmios Nobel e vencedores do Pulitzer.
“Os leitores gostam de sentir que conhecem os autores, querem ter a ilusão de que têm um contato pessoal. Então, algo como a Flip é importante”, elogiou. Galassi está no mercado há mais de três décadas. Sábado, ele participa de debate promovido pela Companhia das Letras (que edita Franzen no Brasil) ao lado da escritora Annalena McAfee e da agente literária Deborah Rogers, na Casa da Companhia. O tema em discussão será a revolução dos e-books.
“Há declínio nas vendas em livrarias, mas as editoras estão se saindo bem porque os livros digitais parecem estar compensando isso. Não sabemos ainda como eles vão afetar as reedições. Certamente, vão reduzir uma margem desse lucro, não sabemos o quanto”, observou Galassi. Ele defende um intervalo de lançamento entre as versões em papel e digital.
“O fato de que não temos essa janela e de deixarmos a Amazon vender os e-books a subpreços não foi uma decisão inteligente. Acho que estávamos com medo da pirataria, mas sinto que esse é um problema menor que os baixos preços”, advertiu o presidente da FSG. 


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