Minha vida em Marte, com Mônica Martelli e Paulo Gustavo, estreia hoje em 800 cinemas brasileiros

A comédia celebra a amizade 'dentro e fora do set' da atriz com o humorista, criador de outro grande sucesso: "Minha mãe é uma peça"

por Ana Clara Brant 25/12/2018 08:00

 Ique Esteves/divulgação
Aníbal (Paulo Gustavo) e Fernanda (Mônica Martelli): amigos na alegria e na tristeza (foto: Ique Esteves/divulgação)
Mônica Martelli e Paulo Gustavo se conheceram em 2005. Na época, a atriz estreava o espetáculo Os homens são de Marte… E é pra lá que eu vou, que acabou se tornando o principal projeto profissional da vida dela. Paulo assistiu umas quatro vezes ao monólogo, que rendeu série de TV, continuação nos palcos e dois filmes. Certo dia, o comediante pediu uma dica a Mônica. “Ele me falou que tinha muita vontade de fazer algo parecido, uma peça sozinho, mesclando coisas pessoais com ficção. Apoiei total, pois essa produção mudou a minha vida. No fim das contas, o Paulo Gustavo fez Minha mãe é uma peça, que também estourou, rendeu várias coisas. Nós nos tornamos donos de nossos narizes, temos trajetórias semelhantes”, comenta a atriz.

Desde então, os dois são “unha e carne”. Mônica brinca que Paulo é seu parceiro em tudo, menos na cama. Eles estão à frente do longa-metragem Minha vida em Marte, que estreia neste dia de Natal em 800 salas brasileiras. Trata-se da sequência de Os homens são de Marte… E é pra lá que eu vou, o filme nacional mais visto de 2014, com quase 1,8 milhão de espectadores.

No primeiro longa, dirigido por Marcus Baldini, Fernanda, personagem de Mônica Martelli, é uma empresária de 30 e poucos anos à procura do homem ideal para se casar. Aníbal (Paulo Gustavo), sócio dela, é um coadjuvante de luxo. No filme que estreia hoje, ambos são protagonistas. “Adaptamos a peça Minha vida em Marte, que estreou em 2017. Só que a gente trouxe o Aníbal pra ficar do começo ao fim. Paulo é tão protagonista quanto a Mônica”, explica a diretora Susana Garcia, irmã da atriz.

A produção celebra o amor entre amigos
. “Provavelmente, muitas das situações que o Aníbal e a Fernanda enfrentariam, eu e o Paulo poderíamos enfrentar. A grande diferença deste filme para o outro é a homenagem à amizade. Assim como a personagem, adoro estar apaixonada. Porém, com o tempo, a gente descobre que a verdadeira felicidade está dentro da gente – daí a importância de ter a família e os amigos ao nosso lado. Se Aníbal não estivesse ali com ela, Fernanda não daria conta do tranco. Ele está nos momentos de alegria e de tristeza. Só amigo de verdade faz isso”, comenta Mônica.

A diretora Susana Garcia ressalta a química dos atores dentro e fora do set. “Eles são muito íntimos e cúmplices. Isso se reflete nas filmagens, nas cenas. É até bonito de ver essa amizade tão sincera: um levanta a bola para o outro o tempo inteiro. Apesar de serem artistas de sucesso, não há disputa”, conta.

CRISE

Em Minha vida em Marte, Fernanda está casada com Tom (Marcos Palmeira) e os dois enfrentam uma crise. O casal tem uma filha de 5 anos, Joana. Fernanda conta com o apoio incondicional de Aníbal, seja para resgatar a relação, seja para acabar de vez com o casamento.

As tiradas do personagem de Paulo Gustavo deixaram o longa mais leve e engraçado do que o primeiro. “Muita gente comentou, nas pré-estreias, que gostou mais desse filme. É interessante, porque a impressão que dá é que são dois filmes em um. Na primeira parte, as pessoas se divertem horrores, mas na segunda chegam a se emocionar por conta da virada da Fernanda. O amadurecimento da personagem é muito bacana, pois ela não tem medo de terminar o casamento, de se jogar na vida. Sabe que isso faz parte do aprendizado do ser humano”, comenta a diretora.

O processo começou há cerca de um ano, quando Susana, Paulo e Mônica se reuniam para discutir o roteiro. “Ficávamos juntos quatro, cinco horas diariamente. As cenas foram muito pensadas. Quando íamos rodar, eu já sabia o potencial de cada cena e o potencial dos atores ali. Levamos três dias em certas sequências justamente para que elas ficassem da melhor maneira possível”, revela Susana.

A diretora diz conhecer tão bem Fernanda que a considera irmã
: “Ela tem identidade, CPF (risos). Tenho carinho enorme por ela. Dou muitos palpites pra Mônica, no sentido de aconselhar o que a Fernanda faria em tal situação.”

 

 

 

IRMÃS

A sintonia entre Mônica e Susana não poderia ser maior. Parecidas fisicamente, elas têm o mesmo tom de voz e se comunicam só pelo olhar. “Somos muito amigas, parceiras de vida e de trabalho. Este projeto não existiria sem a Susana”, salienta Mônica Martelli, que prepara a quarta temporada de Os homens são de Marte..., com direção da irmã, no canal GNT. A estreia da série está prevista para abril.

“Criamos um casamento profissional que deu supercerto. Mônica é muito criativa, eu sou extremamente objetiva”, diz Susana. Ela também vai dirigir Minha mãe é uma peça 3, outro longa da franquia de sucesso de Paulo Gustavo. “Daqui a pouco, vamos virar trio. Mônica até brincou que agora vai fazer uma pontinha, pois só apareceu rapidamente no primeiro Minha mãe”, diverte-se.

Minha vida em Marte, aliás, traz outro integrante da família. Lucas Capri, filho de Susana com Herson Capri, estreia como ator na pele de Theo, produtor de Anitta. A cantora também faz participação especial no longa.

O elenco conta com Ricardo Pereira, Heitor Martinez e Fiorella Mattheis. O filme teve cenas rodadas em Nova York. “Você pode imaginar como nos divertimos, né? Eu e Paulo Gustavo soltos na Big Apple”, comenta Mônica Martelli.

SONHO

Uma das apresentadoras do programa Saia justa, a atriz jamais imaginou que Fernanda fosse render tanto. “Quando a vejo naquele telão, é a realização de um sonho. Se você acredita muito numa coisa, o universo conspira. A gente tem que sonhar, caminhar e tentar realizar. Fernanda traz muito das minhas experiências, mas sempre com um distanciamento. Só fui escrever essa história da separação depois de tudo ter acontecido, senão ia ter muita mágoa, dor. E aí não rola”, revela.

Susana Garcia também aposta em Fernanda, argumentando que a história dela é boa e gera identificação com o público. “Só isso já é meio caminho andado. O bacana é que vai muito além de uma comédia. Só rir por rir não vale a pena. Tem que ser um produto que te faça refletir sobre algo, que te impacte de alguma maneira, deixe uma mensagem. Minha vida em Marte cumpre isso muito bem”, defende a cineasta.

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