'O Grande circo místico' é o candidato do Brasil ao Oscar 2019

Escolha do filme de Cacá Diegues foi anunciada nesta terça (11) pela Academia Brasileira de Cinema (ABC); 22 filmes disputavam a indicação

por Redação EM Cultura 11/09/2018 08:30

MinC/Reprodução
(foto: MinC/Reprodução)

Depois da Academia Brasileira de Letras, quem sabe, a Academia de Hollywood. Recém-eleito imortal para ocupar a vaga de Nelson Pereira dos Santos na ABL, Cacá Diegues é o diretor de O grande circo místico, o filme escolhido pelo Brasil para tentar uma vaga entre os concorrentes ao Oscar de filme estrangeiro.


“Esse filme é tudo o que eu penso sobre o cinema. Nunca fiz algo que reproduzisse tão bem minha visão cinematográfica”, afirmou o cineasta ao jornal O Globo. O grande circo místico é o 24º filme (entre longas, curtas e documentários) dirigido por Diegues. Aos 78 anos, ele estava há 12 sem lançar uma ficção – a mais recente foi O maior amor do mundo (2006).


O anúncio foi feito na manhã desta terça (11), na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, após reunião da Comissão Especial de Seleção, formada por nomes indicados pela Academia Brasileira de Cinema.


Presidida pela produtora Lucy Barreto, a comissão é formada pela atriz Bárbara Paz, pelo produtor Flavio Tambellini, pelos diretores Jeferson De e Hsu Chien Hsin e pelas produtoras Katia Adler e Claudia da Natividade. O presidente da Academia, Jorge Peregrino, também esteve presente.


Downtown Filmes/Divulgação
A atriz Bruna Linzmeyer em cena do longa 'O Grande Circo Místico', de Cacá Diegues (foto: Downtown Filmes/Divulgação)
Entre os pontos fortes da produção apontados pela comissão de seleção estão a força poética e a presença da música brasileira. “O mundo está precisando de um pouco de poesia, de um pouco de magia”, afirmou Lucy Barreto.


O grande circo místico, que teve première em maio no Festival de Cannes, bateu outros 21 possíveis candidatos, entre eles filmes que foram bem recebidos pela crítica, como As boas maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra, Benzinho (que estreia nesta quinta, 13, em Belo Horizonte), de Gustavo Pizzi e Ferrugem (que está em cartaz na capital mineira), de Aly Muritiba. Os dois últimos, por sinal, foram os principais vencedores do recente Festival de Gramado – o filme de Diegues abriu a programação do evento gaúcho, fora de competição.


A cerimônia da 91ª edição do Oscar será no dia 24 de fevereiro de 2019, em Los Angeles. O filme tem previsão para estrear nacionalmente em 15 de novembro, e será adaptado pela Rede Globo para uma minissérie, ainda sem data de estreia definida.


Inspirado no poema de Jorge de Lima, O grande circo místico evoca Federico Fellini numa história do apogeu e decadência de um circo e também a de uma família. "Não pensei especificamente em Fellini, mas ele está entranhado no meu imaginário de cinéfilo", disse o diretor quando o filme estava prestes a estrear em Cannes. No elenco estão Mariana Ximenes, Bruna Linzmeyer, Jesuíta Barbosa, Juliano Cazarré e o francês Vincent Cassel.


Para concorrer na disputa de melhor filme estrangeiro, a produção deve ter sido lançada entre 1.º de outubro de 2017 e 30 de setembro de 2018 em circuito comercial (ou em pelo menos uma sala comercial).


Tem sido um longo jejum brasileiro na festa da Academia de Hollywood. O último filme selecionado para concorrer foi Central do Brasil, de Walter Salles, em 1999. Em 2006, O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburger, foi pré-indicado na lista de nove, mas não ficou entre os cinco finalistas. A última indicação não ocorreu nas categorias de filme estrangeiro, mas na de melhor animação – O menino e o mundo, de Alê Abreu, em 2016.

 

VEJA COM QUEM 'O GRANDE CIRCO MÍSTICO' CONCORREU

- Além do Homem, de Willy Biondani
- Alguma Coisa Assim, de Esmir Filho e Mariana Bastos
- O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida
- Antes que Eu Me Esqueça, de Tiago Arakilian
- Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor
- As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra
- Benzinho, de Gustavo Pizzi
- Canastra Suja, de Caio Soh
- Como É Cruel Viver Assim, de Julia Rezende
- Dedo na Ferida, de Silvio Tendler
- Encantados, de Tizuka Yamasaki
- Entre Irmãs, de Breno Silveira
- Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi
- Ferrugem, de Aly Muritiba
- Não Devore Meu Coração!, de Filipe Bragança
- O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes
- O Desmonte do Monte, de Sinai Sganzerla
- Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg
- Talvez uma História de Amor, de Rodrigo Bernardo
- Unicórnio, de Eduardo Nunes
- Yonlu, de Hique Montanari

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