A grande jogada conta história da Princesa do Pôquer em rodas milionárias

Filme traz para as telas a história real de Molly Bloom, ex-esquiadora que se torna dona da mesa de jogo mais cara do mundo e acaba condenada pela Justiça

por Pedro Galvão 22/02/2018 08:40
Diamond Filmes/Divulgação
(foto: Diamond Filmes/Divulgação)
 

Ela estava perto de disputar a Olimpíada de Inverno de 2002 até que uma lesão interrompeu sua promissora carreira no esqui. Tentando se reencontrar, entrou no mundo do pôquer das celebridades e se tornou dona da mesa mais cara do mundo, frequentada por astros de Hollywood, sheiks e outras estirpes de milionários. No entanto, a sorte no jogo trouxe o azar com a Justiça dos EUA e Molly Bloom foi condenada por fraude nas suas atividades. A história real da norte-americana, nascida no Colorado, não apenas é digna do cinema, como demorou apenas quatro anos para chegar às telonas, desde sua sentença final de um ano de liberdade condicional, multa de US$ 1 mil e 200 horas de serviço comunitário, depois de se declarar culpada das acusações.

A trama de A grande jogada, que chega hoje às salas brasileiras, já havia sido contada no livro Molly’s game, que recebeu em português o mesmo título do filme e o explicativo subtítulo A história verdadeira da mulher de 26 anos por trás do mais exclusivo, arriscado e secreto jogo do pôquer no mundo. No roteiro adaptado por Aaron Sorkin, vencedor do Oscar na categoria por A rede social (2011) e novamente indicado neste ano, o papel principal é de Jessica Chastain. Apontada entre as atrizes mais talentosas de Hollywood na atualidade, a vencedora do Globo de Ouro de melhor atriz em drama em 2013, por A hora mais escura, interpreta a protagonista desde o começo de sua vida adulta. O papel lhe rendeu outra indicação na premiação deste ano, vencida por Frances McDormand. Sorkin, por sua vez, faz sua estreia na direção de um longa.

No limite Ainda que resgate a história da chamada Princesa do Pôquer a partir de sua infância, o filme parte do conhecido fato de que Molly acabou detida pela polícia dos EUA. A trama tenta explicar como uma potencial campeã olímpica, irmã do maior esquiador do mundo, tornou-se a dona de um minicassino particular para figurões, agindo perigosamente no limite da legalidade e ganhando milhões de dólares em gorjetas dos participantes. Tenta, porque o ritmo dos acontecimentos compromete o entendimento da trama.

Molly trabalhava como garçonete em Los Angeles e, em pouco tempo, chega à intimidade de grandes estrelas, que, no filme, têm suas identidades preservadas ou inventadas. O ator Michael Cera, na vida real conhecido por Juno (2008), interpreta um astro hollywoodiano com grandes habilidades no pôquer e identificado apenas como Jogador X, assim como no livro. Há certa dificuldade para o espectador assimilar que o jogo era assim tão importante como se apresenta na tela.

Febre mundial, especialmente no Brasil, o pôquer também é personagem do filme. Para os amantes da modalidade, promovida de jogo de azar a esporte da mente em 2010 pela International Mind Sports Association, não faltam blefes, apostas arriscadas, all-ins, flops, rivers, turns, pares, full-houses improváveis e todo o repertório conhecido por quem joga. As cenas, inclusive, contaram com a atuação de jogadores profissionais. Mas a linearidade da história mistura acontecimentos futuros, em que a protagonista já se encontra enrolada com a Justiça, e passados, quando ela construía seu negócio, arrumando alguns desafetos no caminho, e se viciando em substâncias químicas para aguentar as noites em claro recebendo os apostadores.

Nesse processo, aparece o advogado Charlie Jaffey – papel desempenhado por Idris Elba –, procurado por Molly Bloom para defendê-la das acusações de lavagem de dinheiro e operação de jogos ilegais. O ator britânico representa o profissional superético e competente que vive um dilema particular de aceitar ou não o caso. O elenco ainda conta com Kevin Costner como pai de Molly. A relação delicada entre os dois desde a adolescência também é resgatada pela trama, em mais um tempo narrativo. Apesar do confuso desenvolvimento dos fatos e de vilões pouco convincentes, o filme tem tido boa avaliação na crítica estrangeira, com uma nota média de 71%, segundo o site Metacrtic. Nos Estados Unidos, A grande jogada estreou em 25 de dezembro de 2017.

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