Pantera Negra, primeiro super-herói negro, surgiu em HQ de 1962

Primeira aparição do Pantera Negra, criado por Stan Lee e Jack Kirby, ocorreu numa revista do Quarteto Fantástico e ganhou título próprio em 1973, mas nunca foi lançado no Brasil

Marvel/Reprodução
Super-herói ganhou título próprio em 1973. (foto: Marvel/Reprodução)

Com o sucesso e a repercussão do filme Pantera Negra e a projeção do personagem, outros heróis negros voltam a ser destaque. Com diferentes origens, os super-heróis e super-heroínas buscam valorizar a cultura negra, fazem referências à ancestralidade africana e lutam por igualdade, geralmente com um pano de fundo mais político. No caso da versão em quadrinhos do Pantera Negra, a despeito do nome, o personagem não fazia referência ao Partido dos Panteras Negras, chegou a declarar Stan Lee, cocriador ao lado de Jack Kirby. A inspiração viria de um personagem de revistas pulp cujo símbolo era justamente a pantera negra. Nas primeiras artes conceituais, Kirby chegou a anotar o nome Coal Tiger (Tigre de Carvão, em português). Herdeiro do trono de Wakanda, uma sociedade fictícia africana mais intelectual e tecnologicamente avançada, T’Challa é também líder do clã Pantera. A primeira aparição foi na HQ do Quarteto Fantástico, em julho de 1962 e, após participações especiais ao lado de outros personagens, ganhou um título próprio somente em 1973, na revista Jungle action. Ao longo das décadas, o herói chegou a ter algumas séries, a mais longeva delas com pouco mais de 60 edições. No Brasil, o Pantera nunca teve revista própria. A fase mais recente do personagem, que serve de base para o filme, é publicada em volumes encadernados, compilando as edições mensais, assinadas por Ta-Nehisi Coates (roteiro) e Brian Stelfreeze (arte). (Breno Pessoa)



John Stewart (1971)

Substituto de Hal Jordan, o mais conhecido dos personagens a assumir o manto de Lanterna Verde, Stewart se tornou o protagonista da série durante alguns números nos anos 1980. Ganhou mais popularidade na série animada Liga da Justiça, exibida de 2001 a 2006, o que influenciou nos quadrinhos, desfrutando de mais destaque a partir daí. Especula-se que John Stewart seja integrado ao universo cinematográfico da DC.


Tempestade (1975)
Já que as histórias dos X-Men traziam subtexto sobre tolerância e enfrentamento ao preconceito, fez todo o sentido a criação de Ororo Munroe, mutante descendente de uma linhagem ancestral de feiticeiras africanas. Mais conhecida pelo codinome de Tempestade, pela capacidade de manipular o clima, a personagem chegou a se casar, nos anos 2000, com o Pantera Negra, mas a união teve fim.


Miles Morales (2011)
O personagem negro e latino assumiu o manto do Homem-Aranha em uma linha de quadrinhos paralela ao universo original do herói. Posteriormente, Miles foi integrado à série regular de títulos da Marvel e coexiste junto com a versão clássica do aracnídeo, Peter Parker. Miles Moraes será o protagonista do longa-metragem em animação Homem-Aranha no Aranhaverso, que estreia nos cinemas em dezembro.


Luke Cage (1972)
Um dos primeiros super-heróis negros a ter revista mensal própria, Luke Cage foi transposto para as telas recentemente, em série da Netflix de mesmo nome. Com inspirações no movimento blaxploitation dos anos 1970, a HQ era ambientada no Harlem e, antes de se tornar um herói de aluguel, Cage foi membro de uma gangue e praticou pequenos delitos. Simbólico, o poder dele é ter uma pele invulnerável e superforça.


Raio Negro (1977)
Primeiro personagem negro da DC Comics a ter um título solo, repetiu, recentemente, feito similar na TV, estrelando série própria realizada em parceria entre o canal CW e Netflix. Após lidar com a perda do pai, morto por mafiosos locais, e sentir a ameaça de uma gangue poderosa, Jeff Pierce constrói, com a ajuda de um amigo, um uniforme com poderes elétricos e decide combater o crime no bairro.


Riri Williams (2016)
Com 15 anos de idade, a adolescente chamou a atenção do Homem de Ferro original, Tony Stark, por conseguir construir uma armadura similar à do herói. Com a bênção de Stark, que auxilia com treinamento e suporte tecnológico, a garota assume o lugar do herói. O arco inicial de histórias de Riri Williams começou a ser publicado recentemente no Brasil na revista mensal Homem de Ferro, da Panini.

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