Após escândalo, The Weinstein Company negocia sua venda

Harvey Weinstein, cofundador da empresa, está envolvido em uma série de denúncias de abusos de poder e violência sexual

por AFP 17/10/2017 08:48
Scott Olson/Getty Images/AFP
O produtor Harvey Weinstein foi demitido da própria empresa e expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. (foto: Scott Olson/Getty Images/AFP)
The Weinstein Company, cofundada por Harvey Weinstein, envolvido em um enorme escândalo por abusos e violência sexual, anunciou nesta segunda-feira, 16, que está negociando sua venda ao fundo de investimentos Colony Capital. ''A empresa iniciou negociações com a Colony Capital visando a uma possível venda de todas ou de parte significativa de suas ações'', informou a companhia.

Ela acrescenta que concluiu um acordo preliminar para o desembolso imediato de dinheiro com esse fundo de investimentos criado pelo magnata Tom Barrack, amigo do presidente Donald Trump. ''Nós acreditamos que o investimento e o patrocínio da Colony ajudarão a estabilizar as operações da empresa em andamento'', declarou Tarek ben Ammar, membro do conselho da Weinstein Company, citado no comunicado.

''Estamos satisfeitos em investir na Weinstein Company para ajudá-la a avançar'', disse Barrack, que dirigiu a comissão encarregada de preparar a cerimônia de posse de Trump em janeiro. Os filmes da Weinstein Company e da Miramax – como Pulp fiction, Kill Bill, Gangues de Nova York, O artista, Carol, Shakespeare apaixonado e O paciente inglês – receberam 303 indicações e conquistaram 75 estatuetas do Oscar, entre outros prêmios de prestígio.

A imprensa americana havia informado que os executivos da empresa estavam discutindo a possibilidade de adiar a estreia, prevista para 24 de novembro, de Current war, o último filme que a empresa lançaria em 2017.

''EU TAMBÉM'' A atriz Alyssa Milano convidou as mulheres a escrever me too (eu também) no Twitter caso tenham sofrido assédio sexual, em uma pesquisa que recebeu milhares de respostas em meio ao escândalo envolvendo Harvey Weinstein. Até o início da tarde de ontem, mais de 30 mil pessoas haviam respondido à atriz americana.

Mais de 20 mulheres – algumas atrizes muito conhecidas de Hollywood –  acusaram Weinstein de assédio sexual, insinuações ou estupro. Milano não está entre elas, mas ela explicou no Twitter que começou a pesquisa depois que uma amiga lhe deu a ideia.

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