Em 'Outro em si', a Cia. Sesc de Dança dialoga com a sétima arte

Espetáculo de dança estreia neste sábado, 26, em BH e mescla a linguagem do cinema com o movimento dos corpos

por Redação EM Cultura 25/08/2017 11:00
Alessandra Duarte/Divulgação
'A câmera nos permite um terceiro olhar', diz a coreógrafa Fernanda Lippi. (foto: Alessandra Duarte/Divulgação)

Mesclar dança e cinema. É o que propõe a Cia. Sesc de Dança em Outro em si, que estreia sábado (26/8), em Belo Horizonte. ''Incluímos filmagens na construção do espetáculo. A câmera nos permite ter um terceiro olhar. Em cima disso, ajustamos e modificamos a apresentação'', explica a coreógrafa Fernanda Lippi.

O grupo mineiro sempre apostou na mistura das linguagens clássica e contemporânea. Desta vez, decidiu ousar. A nova montagem desconstrói padrões coreográficos com a ajuda da sétima arte. Outro em si contou com parcerias. Foram convidados Sarah Storer, bailarina e coreógrafa inglesa, e o cineasta Andre Semenza, que dirige o espetáculo. O premiado Guilherme Bonfanti, um dos fundadores do grupo paulista Teatro da Vertigem, ficou responsável pelo desenho de luz. Doze bailarinos estarão em cena.

''A proposta era que Outro em si partisse de uma concepção estética que resgatasse o universo do cinema'', comenta Fernanda. ''A parceria é rica. O coreógrafo entende de dança, de passos; o diretor entende de movimento. Misturamos isso. Nesse espetáculo, damos um nome para cada cena. Todas têm começo, meio e fim, como num filme muito grande com intervalos'', detalha.

Fernanda Lippi diz que o espetáculo dialoga com o eu interior, inclusive com a possibilidade simbólica de o eu se tornar o outro. ''Muitas vezes, somos estrangeiros para nós mesmos. Não conhecemos os nossos próprios sentimentos, como a raiva e o ódio. Outro em si tenta explicitar a face oculta da nossa identidade'', afirma.

O ponto de partida para estruturar o espetáculo surgiu de uma inquietação da própria Fernanda. A coreógrafa se percebeu estrangeira tanto em Londres, onde mora há 10 anos, quanto no Brasil, sua terra natal. ''Busquei em Estrangeiros para nós mesmos, livro da filósofa búlgara Julia Kristeva, elementos e frases tanto para embasar essa inquietação quanto para provocar o público e os bailarinos'', explica ela.

Criado em 2012, o jovem grupo belo-horizontino tem 16 peças em seu repertório. A estreia ocorreu em agosto de 2013, com São como palavras, coreografia de Henrique Rodovalho (diretor da companhia goiana Quasar), e a suíte de La bayadère, peça de balé clássico assinada por Marius Petipa (1818-1910).

PRÊMIO Depois disso, a Cia. Sesc de Dança participou das óperas Fedra e Hipólito e Um baile de máscaras; ganhou o Prêmio Copasa Sinparc de Artes Cênicas 2015, na categoria concepção coreográfica, com Terminal A2; e desenvolveu parcerias com os coreógrafos Jomar Mesquita, Cassi Abranches, Manoel Francisco, Mario Nascimento, Allan Falieri, Joelma Barros e Rafael Bittar, entre outros.

A companhia mantém o Núcleo de Formação em Dança, curso gratuito voltado para crianças de 7 a 12 anos.

OUTRO EM SI
Com Cia. Sesc de Dança. Grande Teatro do Sesc Palladium. Rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro, (31) 3270-8100. Sábado (26/8), às 20h30; domingo (27/8), às 19h30. Ingressos: R$ 10.

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