Na história que marca a estreia de Pedro Vasconcelos (ator global na adolescência, hoje dedicado à direção de novelas e séries) como diretor de cinema, os quatro protagonistas – Fábio Porchat, o gaúcho; Danton Mello, o carioca; Anderson Di Rizzi, o cearense; e Rodrigo Pandolfo, o paulista interiorano – se encontram no Rio de Janeiro, às vésperas da prova oral de concurso para juiz federal. O mote é até interessante (no Brasil 12 milhões de pessoas prestam concurso público a cada ano), mas o desenvolvimento recai numa colagem malfeita de situações absurdas e repetitivas.
A cena inicial é tal como um 'Se beber não case' brasuca. Vemos os quatro protagonistas, na hora da prova, em meio às consequências de uma noitada regada a sexo, drogas e álcool. Por meio de flashback, vemos como cada um deles chegou lá. Caio, um advogado de porta de cadeia que vive na corda bamba de contravenção, tenta conseguir o gabarito (como é uma prova oral, o tal “gabarito” só traria os assuntos que seriam tratados). O documento, é claro, está numa favela em baile funk que mistura traficantes, funkeiros, travestis e pais de santo. E nossos “heróis” vão parar lá.
Tendo isso em mente, as piadas vão se repetindo. O gaúcho com pai opressor se envolve com os travestis, até ser posto à prova com um clássico da dance music (tal qual Kevin Kline em 'Será que ele é?'); o paulista do interior, virgem, encontra-se com uma paixão de adolescência (Sabrina Sato, como atiradora de facas que não faz nada muito diferente do que no programa Pânico na Band; corpão escultural à mostra, repete sem parar “Me come ou morre”!).
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