Festival Varilux de Cinema Francês exibe filmes contemporâneos até o dia 16

Mostra permite acompanhar a diversidade da produção, com comédias e dramas históricos

por Carolina Braga 04/05/2013 07:00

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Festival Varilux/Divulgação
A atriz Mônica Bellucci estrela a comédia 'Aconteceu em Saint-Tropez', de Danièle Thompson (foto: Festival Varilux/Divulgação)
Rio de Janeiro – Se não fosse o português em aprendizagem, a atriz italiana Mônica Bellucci garante que não hesitaria em aceitar convites de cineastas brasileiros para atuar no cinema nacional. “Talvez por falar muitas línguas, misturo muito. Por enquanto, quando falo português, tenho a impressão de estar falando um italiano sujo”, brinca. Vivendo com a família – o também ator Vincent Cassel e as duas filhas – no Rio de Janeiro desde o início deste ano, ela é uma das estrelas que marcam presença na edição 2013 do Festival Varilux de Cinema Francês. 

Até o dia 16, a produção recente do país estará em cartaz em 40 cidades brasileiras, com uma seleção de 15 filmes. 'Aconteceu em Saint-Tropez', longa em cartaz hoje no Usiminas Belas Artes Cinema, é a primeira parceria dela com a diretora Danièle Thompson. É também uma das raras comédias feitas pela atriz de Irreversível (2002). “Para mim, o importante é atuar, independentemente do tempo que estarei em cena”, diz. Ao contrário do que pode parecer, quando a vemos na tela, Bellucci não é tão vistosa. Magra, com alguns traços do tempo, a atriz tem a elegância como essência. Já a personagem, como conta, é o oposto. “Faço uma italiana casada com um judeu que não tem noção dos rituais da religião. É um mulher superficial, mas que representa a filosofia do filme. Danièle quer dizer coisas profundas sobre o dia a dia”, conta a atriz. 

Danièle Thompson, filha do também diretor Gérard Oury, de 'A grande escapada' (1966), é reconhecida pelas comédias que faz na França. Longe do besteirol americano, são filmes que focam no comportamento humano. Em 'Aconteceu em Saint-Tropez', Bellucci contracena com Kad Merad, também conhecido pelo humor na telona. “Sempre coloquei opostos juntos. É uma combinação bizarra”, reconhece a diretora. 

Entre os 15 filmes selecionados para o Festival Varilux de 2013, sete são comédias, o que demonstra a força que o gênero tem por lá. Trata-se de um humor simplório, variado e que, apesar de fazer rir, também carrega discursos – ora político ora filosófico – de seus criadores. 'Além do arco-íris', de Agnés Jaoui, é um exemplo. O longa critica o amor idealizado difundido pelos contos de fadas. “Apesar de os meus pais serem bastante abertos, feministas, de esquerda, ainda cresci esperando o príncipe encantado. Assim, tratei de entender o porquê disso”, conta. Além do arco-íris alcançou o público de 1 milhão de espectadores na França. 

Com trajetória controversa na bilheteria do país, 'Anos incríveis', de Michel Leclerc, é outro tipo de comédia presente nesta safra. A produção conta os bastidores da instalação de uma emissora de televisão pirata em Paris. O argumento é inspirado em experiência do próprio diretor. “Na década de 1990, me dividia entre uma televisão anarquista e uma emissora comercial. É um filme que também fala sobre coletividade”, adianta. 

Também no Brasil para divulgar 'Pedalando com Molière', Philippe Le Guay é entusiasta da ideia do festival. Para ele, é uma oportunidade para o público brasileiro conhecer melhor a diversidade da produção francesa. “É até difícil comparar. São todos filmes franceses, mas têm suas próprias marcas. Até as comédias são diferentes entre si. Podemos dizer que são comédias renovadas”, propõe Philippe Le Guay. 

* A repórter viajou a convite do Festival Varilux

PROGRAMAÇÃO 

Hoje
Cine Belas Artes, Rua Gonçalves Dias, 1.581, Lourdes
>> 14h30 – O menino da floresta
>> 16h40 – O homem que ri
>> 19h – Pedalando com Moliére
>> 21h20 – Aconteceu em Saint-Tropez

Cineart Ponteio, Ponteio Lar Shopping, Rod. BR 356, 2.500, Santa Lúcia
>> 13h – O menino da floresta
>> 15h05 – Camille Claudel 1915
>> 17h10 – Renoir 
>> 19h30 – Além do arco-íris
>> 21h50 – Adeus, minha rainha

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