Nova comédia brasileira, 'Vai que dá certo' é cover piorado dos Trapalhões

Na trama, amigos de adolescência se reencontram e compartilham a frustração de não ter alcançado o sucesso pretendido

por Walter Sebastião 22/03/2013 06:00

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Imagem Filmes/Divulgação
(foto: Imagem Filmes/Divulgação)
Vai que dá certo, dirigido por Maurício Farias, coloca na tela cinco amigos de adolescência afundados em dívidas e frustrações. Dispostos a mudar de vida, eles decidem fazer um assalto. Não é história muito original, mas dá para levar. Afinal, histórias de turmas de colegas já renderam uma penca de bons filmes.

A fotografia é correta. E o roteiro, inspirado em episódios de assaltantes atrapalhados, esforça-se para sustentar um longa-metragem. Mas as coisas param por aí, pois o que prometia diversão se torna apenas cover de Os Trapalhões, sem a graça ou a brejeirice dos originais.

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A falta de graça dessa comédia, pela centralidade que ganha o elenco, acaba tendo nome e sobrenome: Fábio Porchat, Felipe Abib, Danton Mello, Gregório Duviver e Lúcio Mauro Filho (já o pai dele, Lúcio Mauro, em aparição relâmpago, arrasa em cena). Com atuações artificiais e caricaturais, que melhoram um pouco a partir da metade do filme, o quinteto transmite igual tom para todo o longa. Bruno Mazzeo e Natália Lage estão corretos, mas são apenas figuras de apoio.


Fechando o tempo para o lado dos atores estão os diálogos, fraquíssimos. Talvez esteja aí o ponto mais vulnerável de 'Vai que dá certo'. Em vários momentos, não se entende o que diz o elenco: como a música sobe e fica para lá de alta, tem-se a impressão de que ela está cobrindo problemas técnicos.


'Vai que dá certo', como que repetindo o bordão do título, passa o tempo todo jogando na esperança de que as coisas melhorem, mas isso nunca ocorre. A direção tenta, mas não consegue, elaborar (e até mesmo burilar) os elementos postos em cena (inclusive os atores). A graça, a ironia e a comicidade são forçadas por meio do texto (de tagarelice cansativa), quando o engraçado é (ou poderia ser) a ação.


A opção pela comédia “apatetada” também não funciona. Soa como algo “lesado” demais no contexto em que os personagens estão vivendo a crise dos 30 anos em meio a “cacoetes” televisivos e teatrais. O filme já se anuncia como franquia. Tudo indica que o nº 2 vem por aí.

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