Dois longas de Minas estão entre os premiados com verba da Ancine

'Terra de grande beleza' e 'Cataguases' também serão locados na Zona da Mata

por Mariana Peixoto 16/02/2013 07:00

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Walter Carvalho/Divulgação
José Luiz Villamarim vai dirigir longa-metragem baseado em série de romances de Luiz Ruffato (foto: Walter Carvalho/Divulgação)

Dois longas-metragens de realizadores mineiros – e que terão locações no estado – estão entre os 41 projetos premiados com verba (R$ 50 milhões no total) do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), da Agência Nacional do Cinema (Ancine): Terra de grande beleza, de Carlos Alberto Prates Correia, e Cataguases, de José Luiz Villamarim, respectivamente, vão levar, do FSA, R$ 500 mil e R$ 1 milhão. Parte da narrativa do primeiro será ambientada em Belo Horizonte; do segundo, como o próprio título indica, na cidade da Zona da Mata.

Sem filmar desde o documentário Castelar e Nelson Dantas no país dos generais (melhor filme no Festival de Gramado em 2007), Prates Correia partiu de dois roteiros – Sertanejo do meu coração, ambientado na BH dos anos 1950 e 60; e Amo-te muito, no Rio de Janeiro, do fim da década de 1960 até o início da de 1990 – para criar o de Terra de grande beleza. “Os projetos anteriores eram mais ou menos autobiográficos. Para o novo roteiro, tirei toda a parte biográfica”, explica o veterano cineasta de Montes Claros.

Acervo EM - 8/1/1977
No Rio desde 1968, Prates Correia vai filmar tema ligado à sua geração (foto: Acervo EM - 8/1/1977)
Na narrativa, que tem início nos anos 1960, uma grupo de pessoas de BH se muda para o Rio. “Na minha época, esse era o grande desejo das pessoas que faziam cinema, pela impossibilidade total de fazer filme em Minas Gerais”, conta Prates Correia, ele mesmo radicado na capital fluminense desde 1968. No grupo estavam guerrilheiros. O cineasta de 71 anos enviou ainda o projeto para o Filme em Minas e Petrobras e aguarda o resultado. O orçamento total do longa é de R$ 1,5 milhão, mas ele acredita que pode começar a filmar com R$ 1,2 milhão. A intenção é começar a filmar no final deste ano ou no começo do próximo. Uma parte será em BH e outra no Rio.

ESTREIA

Outro mineiro radicado no Rio, Villamarim, nome em alta no meio televisivo graças à direção da novela Avenida Brasil e da minissérie O canto da sereia, ambas na Globo, vai estrear em longa com adaptação de O mundo inimigo, segundo volume dos cinco que compõem a saga Inferno provisório, do escritor Luiz Ruffato, de Cataguases. O filme, que está sendo produzido pela Bananeira Filmes (da também mineira Vânia Catani), será distribuído pela Califórnia Filmes.

“Na verdade, esse projeto tem bastante tempo, mas só agora o José Luiz conseguiu tempo para se dedicar a ele”, diz Catani. Segundo ela, R$ 1,8 milhão dos R$ 4 milhões do orçamento previsto estão, por ora, assegurados. Na história, dois amigos se reencontram em Cataguases na década de 1970. A ideia, afirma Catani, é filmar não somente lá, como nas cidades do entorno.

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