Morto-vivo vira protagonista de comédia romântica

'Meu namorado é um zumbi' mistura gênero com conto de fadas

por Julio Cavani 08/02/2013 10:48

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Paris Filmes/ Divulgação
Nicholas Hoult em cena que homenageia clássico italiano Zombie (foto: Paris Filmes/ Divulgação)
Transformar um filme de mortos-vivos em uma comédia romântica é o equivalente a tocar uma música de thrash metal em ritmo de canção de ninar. Essa é a proposta de 'Meu namorado é um zumbi', que estreou em primeiro lugar nas bilheterias nos EUA e chega ao Brasil nesta semana.

O filme adota os elementos e regras básicas dos filmes de zumbi para narrar uma história que lembra um conto de fadas, mas consegue evitar a cafonice de 'Crepúsculo'. Não há terror e a violência não chega a chocar. Nem os corpos em putrefação parecem tão nojentos.

A trama é ambientada em em um mundo pós-apocalíptico onde os sobreviventes estão protegidos dos cadáveres ambulantes em uma área cercada por muros altos. Nicholas Hoult interpreta um morto-vivo que come o cérebro do namorado de uma garota vivida por Teresa Palmer. Ao mastigar os miolos, ele tem acesso a algumas lembranças do rapaz e herda seu amor pela garota. Isso transforma seu comportamento e o faz protegê-la no lugar de atacá-la. Ela começa a gostar do monstro e percebe nele uma esperança para a humanidade. O problema é que o pai dela (John Malkovitch) é o chefe do exército dos humanos.

A temática dos mortos-vivos já ganhou versões de diversos estilos e está em alta, principalmente após recente o sucesso do seriado Walking dead. Meu namorado é um zumbi amplia esse potencial de público e faz referências diretas a clássicos como o italiano Zombie (1979), de Lucio Fulci, e especialmente O dia dos mortos (1985), do mestre George Romero, o pai do gênero.

Assista ao trailer do filme:
 
 

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