Filme de espionagem criticado por muçulmanos tem exibição proibida na Índia

O ator, produtor e diretor de Bollywood Kamal Haasan ameaça se exilar

01/02/2013 10:23

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(foto: STR/divulgação)
O governo do estado indiano de Tamil Nadu, no Sul do país, retirou de cartaz, durante 15 dias, o filme 'Vishwaroopam', longa de espionagem criticado por muçulmanos, diante do temor de que sua projeção provocasse uma onda de violência. A decisão foi criticada por defensores da liberdade de expressão e o ator e produtor Kamal Haasan, codiretor do filme, ameaçou se exilar.

A chefe de governo de Tamil Nadu, a ex-atriz Jayalalithaa Jayaram, disse que teve que proibir o filme pelo temor de manifestações violentas nos cinemas. "Quando você sabe que irá ocorrer violência em uma situação precisa, em determinado local, o dever do governo é fazer tudo o que estiver ao seu alcance para impedir que aconteça", disse Jayaram.

Por sua vez, a polícia do estado não tem efetivo suficiente para proteger os 500 cinemas que devem projetar o filme no estado, acrescentou. Segundo a imprensa, Kamal Haasan teria aceitado modificar o filme para reduzir a tensão. "Se os dirigentes das organizações muçulmanas e Kamal Haasan puderem trabalhar juntos para chegar a um acordo amistoso, o governo de Tamil Nadu fará todo o possível para facilitar as coisas", declarou Jayaram.

Estrelas de cinema, como o ícone Shah Rukh Khan, manifestaram apoio a Haasan. Por sua vez, o ministro da Informação, Manish Tiwari, estimou que os estados da Índia "devem se inclinar pela liberdade de palavra e de expressão", inclusive quando há inquietação pela ordem pública.

Na quarta-feira, o escritor britânico de origem indiana Salman Rushdie cancelou um encontro para promover um filme baseado em seu livro Os filhos da meia-noite, no Leste da Índia, depois de protestos de grupos muçulmanos.

A televisão mostrou quase 100 pessoas reunidas nas imediações do aeroporto de Kolkata (Leste) na quarta, para protestar contra a visita de Rushdie. Seu livro, Os versos satânicos, publicado em 1988 e ainda proibido na Índia, continua considerado por muitas pessoas no mundo muçulmano uma obra blasfema que insulta sua religião.

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