Novo filme de Quentin Tarantino chega ao Brasil ainda neste mês

por Estado de Minas 05/01/2013 08:00

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Carlo Allegri/Reuters
Novo filme de Quentin Tarantino, Django livre conta a história de um ex-escravo (foto: Carlo Allegri/Reuters)

Estreia dia 18 no Brasil mais um filme de Quentin Tarantino. Em Django livre, o herói, Jamie Foxx, ganha ajuda de um dentista que percorre o Oeste num consultório itinerante, mais um grande papel para o ator Christoph Waltz. A estreia norte-americana foi ano passado e durante entrevista, em Nova York, o diretor não negou que está de olho no Oscar. O diretor, louco por filmes de guerra, de sabre, spaghetti westerns, confirma que o novo longa é consequência do sucesso de Bastardos inglórios. “A ideia de fazer um spaghetti western é anterior, me acompanha há mais de 10 anos, e talvez tenha me acompanhado desde sempre, mas começou a nascer efetivamente há uns sete ou oito anos. Foi precedida pelo meu desejo de escrever um livro sobre o outro Sergio (Corbucci). Revi seus filmes, fiz anotações.”

Tarantino conta que seu Django começou a tomar forma e já nasceu ex-escravo. “Estava num hotel no Japão, promovendo Bastardos inglórios, quando a cena inicial me veio inteira. A fila de escravos, a explosão de violência, até o cavalo do dr. Schultz. Falei com os produtores e, nesse sentido, sim, o filme foi consequência do sucesso de Bastardos. Eles toparam na hora.” O ex-escravo que pega em armas chega às telas com Lincoln, de Steven Spielberg, e Barack Obama reeleito na Casa Branca. Existe qualquer intenção de fazer um comentário social? “Melhor perguntar a Steven Spielberg.

De minha parte teria feito o filme até com Mitt Romney na presidência. Mas acho interessante, deve ser uma tendência de momento, que filmes grandes voltem às origens e mostrem como a América libertou seus escravos. Este país sofreu muito tempo com o racismo para que a história não seja contada. Se você conversar com Jamie Foxx, ele vai lhe dizer que o racismo permanece, e ele é um astro, tem fama, ganhou o Oscar.”

O diretor confessa que o filme foi lançado às pressas, para entrar na corrida do Oscar. “Acredito no cinema sob pressão. É bom experimentar a urgência que consome os personagens. Ela serve ao filme. Mentiria se dissesse que não ligo para o Oscar. Devo muito aos Oscars de Pulp fiction (Tempo de violência) e Bastardos inglórios. Nunca ganhei tanto dinheiro na minha vida, mas não é o dinheiro, em si, que conta. Gosto de viver bem, quem não? Mas a conta bancária me interessa menos que a liberdade de criar. É bom saber que existem pessoas interessadas em bancar seus projetos. “


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