Documentário Jorge Mautner - O filho do Holocausto deve chegar aos cinemas em 2013

Antecipando a estreia nas salas de cinema, a trilha sonora ganha lançamento

por Mariana Peixoto 07/12/2012 09:08

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É tudo verdade/Divulgação
Cena do documentário Jorge Mautner - O filho do Holocausto , que terá lançamento em 2013 (foto: É tudo verdade/Divulgação)
Depois de ser exibido em vários festivais, o documentário Jorge Mautner – O filho do Holocausto, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt, deve chegar ao circuito comercial no início de 2013. Antecipando a estreia nas salas de cinema, a trilha sonora ganha lançamento. São 14 canções de Mautner, regravadas agora com banda formada por Pedro Sá (guitarra), Kassin (baixo), Domenico Lancelotti (bateria) e Berna Ceppas (teclados e efeitos). Nelson Jacobina, parceiro de toda a vida de Mautner e morto em maio, também participou das gravações tocando violão e guitarra. O trabalho é dedicado à memória dele. Leia mais: Cineasta Mark Tonderai se arrisca sozinho na direção de A última casa da rua Diretor iraniano deixa a imaginação ser o guia em Um alguém apaixonado Angelina Jolie estreia como diretora e roteirista em filme sobre a guerra da Bósnia O documentário remonta à trajetória de Mautner, mas foi filmado de maneira nada convencional. Tanto que o filme é aberto com o cantor e compositor vestido de Adolf Hitler – ele é filho de uma iugoslava católica com um judeu austríaco, que chegaram ao Brasil no início dos anos 1940, para fugir do nazismo. Não por acaso, a primeira canção a aparecer no filme é uma de suas parcerias mais conhecidas com Jacobina, Lágrimas negras, que traz os versos “belezas são coisas acesas por dentro/ Tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento/ Lágrimas negras caem, saem, doem”. Fatos determinantes da carreira de Mautner são entremeados com suas canções, gravadas num pocket show feito especialmente para o documentário. Múltiplo, também poeta, cineasta, artista plástico, Mautner e seu violino característico ganharam destaque na cena cultural brasileira a partir dos anos 1970, depois de aproximação com Caetano e Gil, na época exilados em Londres. Desse período estão os novos registros de Maracatu atômico, sua música mais conhecida, Cinco bombas atômicas e O relógio quebrou (à exceção da última, só dele, as outras são parcerias com Jacobina). Caetano, presença forte na carreira de Mautner, também participou das gravações. Registrou a seu lado Manjar de reis, Todo errado, O vampiro e Tarado, todas canções de Eu não peço desculpa (2002), álbum que gravaram juntos. Gil foi outro que deu sua colaboração: gravou com Mautner, tendo a seu lado o filho Bem, O rouxinol, quase 30 anos depois do lançamento no álbum Refazenda. As regravações, mesmo que não fujam dos primeiros registros, só vêm provar o quanto a obra de Mautner é atual

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