Peter Jackson responde às críticas e defende a trilogia O Hobbit

Longa baseado em conto de J.R.R. Tolkien chega aos cinemas em 14 de dezembro

por AFP - Agence France-Presse 06/12/2012 16:32

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Divulgação / New Line
Diretor neozelandês leva o conto de Bilbo Bolseiro às telas dos cinemas a partir de 14 de dezembro (foto: Divulgação / New Line)
O Hobbit pode ser um livro curto sobre heróis pequenos, mas Peter Jackson afirmou esta semana que acertou em alongar a história infantil para poder produzir nada menos do que três filmes épicos.

 

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Leia mais: Nova Zelândia aposta em O Hobbit para reaquecer o turismo Personagens de olkien estampam moedas comemorativas na Nova Zelândia Estátua gigante de Gollum homenageia obra de Tolkien em aeroporto Peter Jackson apresenta personagens de O Hobbit: Uma jornada inesperada O diretor nascido na Nova Zelândia ficou sob fogo cruzado de críticas de alguns setores devido à trilogia, que estreia nos Brasil neste mês com o filme de quase três horas O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. Mas Jackson disse que transformar o livro original na versão filmada da fantástica Terra-Média criada por J.R.R. Tolkien exigiu uma abordagem mais lenta. O plano inicial era para dois filmes, mas logo se estendeu para três. No texto de Tolkien, que deixa o leitor frequentemente "sem fôlego, muitos grandes eventos são cobertos em duas ou três páginas", declarou Jackson à imprensa em Nova York. "Uma vez que você começa a desenvolver as cenas, quer fazer um desenvolvimento maior dos personagens e o filme cresce", explicou. Para ampliar a história, os diretores também mergulharam nos apêndices de Tolkien de O Retorno do Rei, o último livro da trilogia O Senhor dos Anéis que Jackson adaptou anteriormente O Hobbit, apresentado para jornalistas em Nova York na terça-feira, 4, mostra o pequeno hobbit Bilbo Bolseiro, Gandalf e 13 anões embarcando em uma jornada rodeada por uma série de forças malignas. É o prelúdio de O Senhor dos Anéis, introduzindo os principais personagens e enredos que reaparecem no restante da saga. O anel de ouro amaldiçoado também faz sua primeira aparição. A roteirista e co-produtora Philippa Boyens afirmou que o percurso diferente escolhido para os filmes em comparação com os livros refletiu a dinâmica do trabalho com os atores. "Grandes atores vêm para você pelo material, e se você dá a eles um material muito leve, você não vai pegá-los. Quisemos escrever para esses grandes atores", afirmou. O britânico Ian McKellen, que após atuar como Gandalf em O Senhor dos Anéis volta ao papel em O Hobbit, rejeitou as sugestões de que os produtores estavam tentando gerar mais lucros com os fãs de Tolkien ao dividir O Hobbit em três filmes. "Qualquer um que pensa que Peter Jackson se submeteria às forças do mercado, em vez dos imperativos artísticos, não o conhece, não conhece o corpo de seu trabalho", disse McKellen à imprensa Antes da "première" nos Estados Unidos no dia 14 de dezembro, os críticos se dividem. A técnica mágica de Jackson, utilizando 3D e 48 quadros por segundo, ao invés dos 24 quadros normais, gerou exclamações de admiração, assim como críticas por um suposto exagero. "No jeito de contar academicamente meticuloso de Jackson, no entanto, é como se O Mágico de Oz tivesse levado quase uma hora para sair do Kansas", afirmou o The Hollywood Reporter em uma crítica. "Há elementos neste novo filme que são tão espetaculares quanto os da trilogia 'O Senhor dos Anéis', mas também há muitas coisas entediantes". Já a crítica da Variety mirou nos detalhes avassaladores proporcionados pelos 48 quadros por segundo. "Tudo assume uma qualidade exagerada e artificial na qual a falsidade dos cenários e figurinos se torna óbvia, enquanto as áreas bem iluminadas sangram em seus arredores, como se você assistisse a um filme caseiro de alta qualidade", disse o Variety. Há cenas de batalhas incríveis com hordas de Goblins, cavernas fantásticas e escapadas da morte por um triz ao estilo de James Bond protagonizadas por Bilbo Bolseiro, vivido por Martin Freeman, e de seus amigos anões. Assim como na trilogia O Senhor dos Anéis, os cenários naturais da Nova Zelândia são de tirar o fôlego. Mas com tantos seres estranhos atacando uns aos outros com espadas, e com tantas armas, rochas e corpos voando em 3D em direção ao público, as poucas cenas íntimas focando em apenas uma dupla de atores chegam como um alívio. Quando a ação é cortada subitamente da última grande luta com espadas para uma caverna silenciosa habitada pelo Gollum de Andy Serkis, jornalistas na projeção realizada na terça-feira deram proporcionaram alguns raros aplausos. Assista ao trailer de O Hobbit:



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