Fotógrafo italiano Massimo Listri, especializado em arquitetura, prepara mostra sobre realidade brasileira

Massimo Listri está em Belo Horizonte em busca de espaços singulares

por Sérgio Rodrigo Reis 05/12/2012 10:02

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Leandro Couri/EM/D.A Press
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
 

O italiano Massimo Listri é hoje considerado um dos mais importantes fotógrafos de arquitetura da Europa. Em visita ao Brasil, depois de passar por Brasília e por São Paulo, o artista chega a Belo Horizonte para registrar algumas peculiaridades da cidade e do seu entorno: fotografou a Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha, o Palácio da Liberdade, e, em Sabará, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. O resultado integrará, ano que vem, a exposição Brasil: presente e passado, a ser realizada no Palazzo Pamphilj, edifício da embaixada brasileira em Roma.

Antes de chegar à capital mineira, Massimo Listri escolheu, em Brasília, fotografar o Palácio da Alvorada, a catedral, o Palácio do Planalto e o Itamaraty. Em São Paulo, mirou as lentes nos prédios do Ibirapuera, da Casa das Caldeiras, do MASP, do Teatro Municipal e da Pinacoteca do Estado. Depois de Belo Horizonte, fará a última incursão pelo Rio de Janeiro, onde registrará o Real Gabinete de Leitura, a Casa França Brasil, a Igreja da Candelária, o Museu de Arte Moderna e o Teatro Municipal. A arquitetura que Massimo Listri busca não é somente a consagrada e em estilo reconhecido e luxuoso. “Meu estilo é bastante enxuto. Busco registrar os espaços quase metafisicamente”, explica. Na realidade, diante das suas fotos percebe-se uma preocupação em registrar a essência das formas dos espaços. “Os jornalistas e críticos dizem que tenho a arte de fotografar os espaços vazios”, diz. Em geral, ele faz grandes ampliações das imagens e as exibe no ambiente de galerias e museus de arte. “Não vejo minhas fotos de maneira ilustrativa. Mas, sim, como uma obra de arte. A minha frustração ocorre quando as vejo em livros, porque a situação de reprodução é adversa.” Pelo mundo Com importantes realizações no currículo – como o fato de ter sido um dos poucos autorizados a expor no Vaticano –, para os próximos dois anos Massimo Listri prepara mostras em espaços como Museu do Prado, em Madri; e o Hermitage, em São Petersburgo. Colaborador de diversas publicações estrangeiras, já publicou mais de 50 livros, entre os quais, L'India dei rajah (1984), Ville toscane (1993), Le dimore del gênio (1996), Ville e palazzi di Roma (1998), Il fascino del museo (1999), Napoli segreta (2002), Giardini in Toscana (2005) e Versailles (2006). Entre as últimas publicações, destaque para Casa mundi (2008) e Oriental interiors (2009).



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