Roberto Berliner vai filmar a biografia de Nise da Silveira

Médica alagoana dedicou sua vida à psiquiatria

por Ana Clara Brant 26/11/2012 09:58

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Leonado Aversa/Agência O Globo-2/12/94
(foto: Leonado Aversa/Agência O Globo-2/12/94)
 

Outro projeto que deve chegar às telas em breve é a ficção baseada na vida de Nise da Silveira (1905–1999). Discípula de Carl Jung, a médica alagoana dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contra as formas agressivas de tratamento de sua época, como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque e lobotomia. A dra. Nise da Silveira foi a primeira mulher a assumir o cargo de psiquiatra no Hospital da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. A produção marca a estreia de Roberto Berliner em longa-metragem de ficção, ele que é conhecido por seu trabalho com documentários. O filme ainda não tem título, mas no papel principal está a atriz Glória Pires. “A história dela merecia esse registro porque é sensacional. É uma heroína que desenvolvia um trabalho pioneiro na psiquiatria em uma sociedade extremamente machista”, resume o cineasta, que também foi produtor de outra cinebiografia, Bruna Surfistinha. Berliner diz que, como é um documentarista, gosta muito do real e de histórias das pessoas que realmente existiram e que muitas vezes são tão incríveis que nem os roteiristas seriam capazes de criar personagens tão intensos e completos. “Acho que a gente precisa exaltar as grandes figuras da nossa história. Os filmes permitem isso, e a plateia acaba ficando encantada com o que vê. Nem imagina que existam pessoas tão fantásticas e que de fato existiram”, afirma.

 

Palavra de especialista Paulo Sérgio Almeida cineasta e diretor da empresa Filme B “Filmes baseados em biografias sempre deram bons resultados. De uns anos para cá, esse fenômeno se intensificou devido ao sucesso de livros que se tornaram verdadeiros best-sellers. O roteirista já pega praticamente pronta uma história. O cinema vem acompanhando os lançamentos editoriais. A vida de uma pessoa conhecida sempre atraiu público porque geralmente ela já tem um séquito de fãs e uma histórica rica. É um filão muito bem explorado tanto no cinema brasileiro como no norte-americano. Produzir cinebiografias faz um bem enorme à memória nacional e ao país porque possibilita tornar pública a vida e a obra de figuras que muitas vezes ficariam no ostracismo. Ou até mesmo permite revelar um lado pouco conhecido de ídolos, como Gonzagão e Gonzaguinha, citando um exemplo mais recente. Temos uma dívida enorme com outros personagens importantes e por isso acho que o cinema deve explorar ainda mais esse filão. O mercado e o público sempre aprovam e agradecem.”



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