Pré-estreia de A saga Crepúsculo: Amanhecer - O final reuniu fãs da obra em plena madrugada

Espectadores choraram e se emocionaram com o fim da história. Último filme tem muita ação

por Mariana Peixoto 16/11/2012 08:02

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Marcos Vieira/EM/D.APRESS
Gabriela Cristina Monteiro, à esquerda, de vermelho, foi com a turma de amigas e confessa: "Foi tudo muito real. Fiquei até nervosa" (foto: Marcos Vieira/EM/D.APRESS)
 

Karen Aline é uma estudante de 19 anos. Nos últimos quatro, tem se dedicado de maneira obsessiva à saga Crepúsculo. Assistiu a cada um dos quatro filmes inspirados nos romances de Stephenie Meyer ao menos 300 vezes (!). “Parei de contar depois que cheguei a esse número”, admite ela, que diz ter aprendido inglês graças aos filmes estrelados por Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner.

Com duas amigas, Karen chegou às 14h de quarta-feira ao shopping Paragem, no Buritis, para ser a primeira a entrar no cinema para a pré-estreia de A saga Crepúsculo: Amanhecer – O final, que seria exibida à meia-noite. Cada um dos romances da tetralogia foi lido ao menos 20 vezes pela garota. Mesmo conhecendo de cor diálogos e cenas, ela se surpreendeu com o capítulo final.

Dirigido por Bill Condon, o mesmo que assumiu a pífia sequência anterior, o final, com seus 115 minutos foi assistido sempre acompanhado de risos, choros, suspiros, “uhs! e ahs!”. Gritos quando o trio de protagonistas apareceu pela primeira vez em cena; histeria quando o lobo Jacob tirou a camisa; um grito de “chifrudo” assim que o vampiro Edward ganhou a tela; e comentários de “fofa”, “gracinha” acompanharam cada participação de Renesmee, a filha metade humana, metade vampira do casal central.

Amanhecer - Parte 2 monopoliza nada menos de 49 salas em BH

Quanto ao filme propriamente, o que resta a dizer é que o fim açucarado da saga romântica vai além do esperado. Sim, todos os defeitos que marcaram os longas anteriores estão lá: maquiagem e caracterização carregadíssimos (há vampiros, alguns novos em cena, que mais lembram drag queens); a interpretação canhestra (Pattinson continua com cara de “não sei o que estou fazendo aqui”); os efeitos especiais risíveis (o bebê Renesmee, feito em computação gráfica, é inverossímel); uma direção nada criativa, com mão pesada; diálogos apatetados (quando Jacob vê Bella como vampira, se limita a dizer: ‘Você está tão... você!’)

Por outro lado, há alguns trunfos que seguram a trama. Se a primeira parte do filme é dedicada à adaptação de Bella à realidade vampírica (e sua repulsa inicial à ideia de que o amigo Jacob sofreu um imprinting com seu bebê recém-nascido garante boas risadas); a segunda é um filme de ação, do velho maniqueísmo bem (os Cullen e seus amigos) contra o mal (o clã Volturi, capitaneado pelo vampirão Argo, com sua risada afetadíssima, que garante boas gargalhadas). E nesse momento, a roteirista Melissa Rosenberg pediu licença a Stephenie Meyer e criou uma situação que não existe no livro. Ainda que não mude a história – o fim, os amantes de Crepúsculo podem se deliciar, é tal qual no livro –, a longa sequência dá mais ritmo à narrativa e garante algum ineditismo.

Tal como na noite de anteontem, filas de adolescentes em êxtase – algumas acompanhadas dos pais e namorados – vão marcar o cenário dos multiplex de todo o mundo nas próximas semanas. Em BH, 49 salas exibem o longa, que ocupa 51% do circuito da capital mineira. Abraços chorosos quando o filme chega ao fim, seguidos de comentários como “É o melhor da saga”. Karen Aline que o diga. Saiu da pré-estreia às 2h da manhã de quinta-feira, com ingressos para duas novas sessões de Amanhecer.

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