Filme Marcados para morrer estreia em Belo Horizonte

Policial escrito e dirigido por David Ayer não empolga

por Sérgio Rodrigo Reis 09/11/2012 10:11

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Crave Films/Divulgação
Jake Gyllenhaal e Michael Peña não conseguem segurar a onda em Marcados para morrer (foto: Crave Films/Divulgação)
 

Quem assistir a Marcados para morrer, que estreia nos cinemas de Belo Horizonte, terá forte tendência a sair da sala com a sensação de déjà vu. Isso porque a produção americana em vários momentos aposta em recursos que, nos últimos tempos, foram explorados à exaustão em longas nacionais, como Tropa de elite. Câmera na mão, cenas realistas de violência e a falta de pudor para revelar em detalhes corpos dilacerados são algumas das coincidências. Pena que não venha com o fundamental: um bom roteiro. Veja mais fotos do filme Confira os horários das sessões Ambientado no submundo de Los Angeles, Marcado para morrer narra a difícil missão da dupla de policiais Brian Taylor (Jake Gyllenhaal) e Mike Zavala (Michael Peña), em perseguições a traficantes. Entre uma emboscada e outra, os dois só têm uma garantia: a falta de segurança quando saem para patrulhar as ruas. Mais do que revelar a violência da metrópole pelas ação dos dois oficiais, o filme tenta revelar a história de amizade e companheirismo dos protagonistas. Mas não convence.

Os dois atores são experientes. O galã Jake Gyllenhaal ganhou um Bafta e um prêmio National Board of Review pelo desempenho como Jack Twist, no clássico de Ang Lee, O segredo de Brokeback Mountain. Já Michael Peña é ator versátil de Hollywood, com atuação convincente em produções como o vencedor do Oscar: Crash – No limite, de Paul Haggis. Mas isso não lhes garantiu a química esperada, embora a culpa não seja exatamente dos atores, prejudicados pelo roteiro meio sem pé nem cabeça, baseado na rotina de policiais soltos em Los Angeles, em busca de criminosos. Neste ponto o diretor e roteirista David Ayer pecou. Criado nas ruas de um bairro central da cidade, Ayer poderia ter contribuído mais. Como cresceu vendo de perto a vizinhança sendo dizimada pela guerra de gangues, tinha argumentos de sobra para definir melhor as linhas de ação. Infelizmente errou na mão nas cenas de violência gratuita e deixou escapar a chance de construir uma boa história a partir da amizade dos policiais. Escrito em seis dias, o roteiro não tinha maiores pretensões. O próprio Ayer disse que a intenção era evitar os clichês. Só isso não garantiu um bom filme. Assista ao trailer do filme:



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