Novo filme do 007 ocupa 23 salas de BH, enquanto Gonzaga, de pai para filho, é exibido em 16 salas

Os blockbusters gringo e nacional, 007 - Operação Skyfall e Gonzaga - De pai para filho, colocam nas salas "disputa" entre Hollywood e Globofilmes

por Ailton Magioli 29/10/2012 08:22

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MGM/Divulgação/Conspiracao Filmes/divulgação
007 - Operação Skyfall ( foto 1) - Gonzaga - De pai para filho ( foto 2) (foto: MGM/Divulgação/Conspiracao Filmes/divulgação)
 

 

Um espião da rainha contra o Rei do Baião. Um vem de Londres, o outro do sertão brasileiro. O agente 007 enfrenta nas salas de exibição da cidade Gonzagão e seu filho Gonguinha, representantes de um povo que quer fazer valer sua voz. As novas apostas cinematográficas, os blockbusters gringo e nacional, 007 – Operação Skyfall e Gonzaga – De pai para filho, colocam nas salas “disputa” entre Hollywood e Globofilmes, que alimenta o mercado com produtos comerciais, independentemente do apelo de venda. Quem sai ganhando é o espectador, que pode optar pelo herói imbatível e sedutor, que tenta se humanizar, ou artistas de carne e osso, com conflitos familiares que os aproximam da realidade e do ser humano comum. De um lado, ação; do outro drama romântico em tom documental.

Nailde Kons, de 63 anos, pensou muito até se decidir por assistir ao filme Gonzaga – De pai para filho. Chegou antes do horário, viu todos os cartazes. Sabia que estava sendo exibido o novo longa do espião 007. A escolha da produção nacional veio do cansaço com obras de ação (“Na maioria das vezes, a gente já sabe o fim”), desejo de “algo light, que faça bem ao ego brasileiro” e vontade de conhecer mais sobre Gonzagão e Gonzaguinha. Pesou ainda na decisão o fato de ter visto 2 filhos de Francisco, de Breno Silveira, mesmo diretor do filme dos Gonzagas. Ao sair do cinema, duas horas depois, afirmou: “É uma história emocionate sobre falta de diálogo entre gerações, que vai ensinar muito às famílias sobre o assunto”, observou. O estudante Pedro Rocha, de 19, cavaquinista, comprou ingresso para o filme ainda na quinta-feira, movido pela expectativa de conhecer mais sobre Gonzaguinha. Ele conhece Luiz Gonzaga, ídolo do pai, e sabe que é artista reverenciado (“Raul Seixas disse que o Rei do Baião e Elvis Presley eram a mesma coisa”). Saiu impressionado: “É parte da história do Brasil e da música que eu não conhecia”. O ponto forte do filme, para ele, e para todos os entrevistados, é ser uma história de relação conturbada entre pai e filho. “É um drama esclarecedor”, observou a funcionária pública Wadiley Mendes, fã de Gonzagão. “O melhor é ver o filho entendendo que o pai fez tudo para ajudá-lo”, afirma Nelly Velloso, em concordância com o marido, Renato. Larissa Salles,17, é de Salvador (BA); João Assunção de Oliveira, 29, é de Itamaragi (BA). Ela vive há dois anos em Belo Horizonte; ele, há 14. São namorados e estão se preparando para o vestibular – Larissa quer estudar antropologia; João escolheu geografia. Ele não gosta de filmes de 007 – “É elitista, surrealista demais”. Apaixonados pela música de Gonzagão, sabiam do filme e estavam aguardando a estreia, pois queriam conhecer mais sobre o artista. Adoraram o filme. “A voz de Luiz Gonzaga é a dos brasileiros. Ele faz música que representa a nação. O filme mostra que a história do Brasil se confunde com a história dos nordestinos”, observou João. Tocantes, ricos, para Larissa, são os conflitos e entendimento entre Gonzagão e Gonzaguinha. O despachante Walter Cambui Orlandi, de 38 anos, não tem nada contra filmes de ação, foi assistir a Gonzaga – De pai para filho porque já tinha visto de 2 filhos de Francisco e gostado muito. Ele considera o primeiro tão bom quanto o segundo. “Retrata bem uma família, o povo nordestino e a história dos artistas”, observa. Ele também faz críticas ao filme. “Acho os 15 primeiros minutos indefinidos, só a partir daí ele se torna interessante”, analisa. Ótima, no filme, destaca, é a interpretação dos atores. (WS) Forró interrompido Com roupas de vaqueiros, os integrantes do Trio Ladainha tentaram fazer pequena apresentação no Boulevard Shopping, antes da sessão das 21h de Gonzaga – De pai para filho. Integrante do grupo, Carlos Alberto Alves, de 23 anos, diz que queria mostrar às pessoas o que são forró pé de serra, de raiz e de Luiz Gonzaga. Tocaram alguns minutos, até serem impedidos pela segurança, já que não tinham autorização. “Fiquei chateado. As pré-estreias de Rio, São Paulo e Brasília tiveram forró. Em BH, não”, lamenta, contando que a ação foi imaginada por um fã do gênero, que queria homenagear o Rei do Baião. Amigo de Chambinho do Acordeom (músico e ator que interpreta Luiz Gonzaga jovem), ele achou o filme maravilhoso. “Mostra como Luiz Gonzaga, desde novinho, tinha atitude. Ele nasceu com talento para tocar forró. Saber como ele era como pessoa, para quem gosta de forró, emociona, faz chorar”, declara. (Walter Sebastião)



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