Novos projetos da Fundação Clóvis Salgado faz público aumentar 30 %

21/10/2012 07:00

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MARIE RIVIERE/AFP
O diretor francês Erich Rohmer ganha mostra no Cine Humberto Mauro a partir da semana que vem (foto: MARIE RIVIERE/AFP)

É de 300% o aumento de público registrado na Fundação Clóvis Salgado (FCS) este ano. A fundação atribui o crescimento, principalmente, à realização de mostras como Chaplin e Luis Buñuel, o fantasma da liberdade. De janeiro a setembro, 41.049 pessoas assistiram a filmes no Cine Humberto Mauro, contra 10 mil, em 2011. De 25 a 31 deste mês, será realizada a mostra Eric Rohmer, em homenagem ao diretor francês que morreu em 11 de janeiro de 2010. E, em novembro, entra em cena a mostra Fritz Lang.

Além do reforço na programação de cinema e de reforma no sistema de som da sala de exibição, a entrada é franca em várias atividades propostas no espaço. O gerente de cinema da FCS, Rafael Ciccarini, conta que a ideia das grandes mostras surgiu de incômodo com o lugar que Belo Horizonte ocupava no circuito da realização desses eventos no país. “Tínhamos conhecimento de que cidades como Rio de Janeiro e Brasília, por exemplo, faziam mostras importantes e demos um passo inicial com Luis Buñuel, o fantasma da liberdade. Com o resultado positivo e surpreendente, vimos que tínhamos fôlego para fazer ainda mais e fixar eventos de grande porte na programação de cinema da FCS”, afirma.

Para o próximo ano, nomes como Pasolini e Howard Hawks estão entre os pensados para as mostras principais, além da continuidade do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, que completou sua 14ª edição e já foi visto, desde a criação, por mais de 130 mil pessoas. A FCS firma no calendário oficial de sua programação de cinema a realização de três grandes eventos de relevância nacional, com a exibição de duas mostras, ao longo do ano, de grandes nomes do cinema mundial e o Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte.

Além da continuidade dos projetos fixos História Permanente do Cinema (realizado desde 2010, tem como foco os filmes em sua individualidade e tem programação inspirada em projeto de mesmo nome realizado pela Cinemateca Portuguesa) e Estéticas do Contemporâneo (criado em 2011, oferece ao público, uma vez por mês, importantes obras do cenário cinematográfico mundial e nacional contemporâneo que, por razões de indústria e mercado, não tiveram grande repercussão ou não foram exibidos ou lançados comercialmente), novos projetos, como o 24 horas de cinema, que pretende oferecer programação durante um dia ininterrupto; e exibições no Grande Teatro do Palácio das Artes com execução da trilha sonora pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, também estão nos planos para 2013.

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