Festival do Rio entrega troféus

por Estado de Minas 13/10/2012 14:59

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Indie/Divulgação
A ficção O som ao redor deu a Kleber Mendonça Filho os troféus de direção e roteiro (foto: Indie/Divulgação)


O troféu Redentor da Premiére Brasil de melhor longa de ficção foi entregue ontem à noite, no encerramento do Festival do Rio, ao diretor pernambucano Kleber Mendonça, de O som ao redor, vencedor também do prêmio de roteiro, do próprio cineasta. Produzido e ambientado no Recife, o filme conta uma história envolvendo milícias e o cotidiano da classe média da Veneza americana.

A estatueta de melhor documentário ficou com César Oiticica Filho, diretor do filme Hélio Oiticica, sobre a vida de seu tio, artista plástico. Outro documentário longa, sobre um contemporâneo de Oiticica, deu o troféu Redentor de melhor diretor a Erik Rocha, por Jards. Coincidência ou não, Jards Macalé e Hélio Oiticica são tropicalistas de primeira hora e os filmes que os retratam fogem à habitual sequência de entrevistas do gênero.

Leandra Leal foi escolhida a melhor atriz por Éden, enquanto Otávio Müller ficou com o Redentor de melhor ator e Alessandra Negrini o de melhor atriz coadjuvante, ambos por sua atuação em O gorila. Enquanto isso, Caco Ciocler recebeu o prêmio de ator coadjuvante por Disparos. Disparos teve ainda os prêmios de melhor montagem (Pedro Bronz e Marília Moraes) e fotografia (Gustavo Hadba).

O pesquisador Antônio Venâncio recebeu homenagem especial pelo trabalho de pesquisa nos filmes Hélio Oiticica; Dossiê Jango; Sobral – O homem que não tinha preço e O dia que durou 21 anos, mas também pela extensa presença em documentários brasileiros recentes, como Palavra encantada, Vinicius, O homem que engarrafava nuvens, Raul, Uma noite em 67, A música segundo Tom Jobim, entre muitos outros. O júri oficial do festival foi formado por Lucy Barreto (produtora), Marcos Prado (produtor e diretor), Renato Falcão (diretor e cinematógrafo), Rajendra Roy (diretor do departamento de cinema do MoMA).

A mostra Novos rumos dividiu os prêmios de longa entre Super nada, de Rubens Rewald, e A batalha do passinho, de Emílio Domingos. A homenagem especial do júri para Jair Rodrigues, em Super nada, e Gambá, em A batalha do passinho. Formaram o júri da mostra Roberto Berliner (diretor e produtor), Eduardo Nunes (diretor) e Maria Ribeiro (atriz e diretora). Veja a premiação completa, inclusive de curtas, em www.festivaldorio.com.br.

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