Diretora mexicana é escolhida para filme sobre mineiros chilenos

Em 2010, 33 trabalhadores ficaram presos embaixo da terra na mina de San José

por Fernanda Machado 12/09/2012 13:53

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REUTERS/Thomas Peter
(foto: REUTERS/Thomas Peter )

No próximo dia 13 de outubro, completam-se dois anos desde que todos os 33 mineiros - 32 chilenos e um boliviano - foram retirados da mina de ouro e cobre de San José, no Chile. Eles ficaram presos embaixo da terra por 69 dias a 720 metros de profundidade, após um desabamento. Essa história, que emocionou o mundo e foi acompanhada ao vivo em vários países, já recebeu algumas propostas de ser transposta para o cinema, mas agora é oficial, segundo o site ComingSoon.

A diretora mexicana Patricia Riggen foi contratada para The 33 e teria sido escolhida pelo produtor Mike Medavoy (Cisne Negro, Ilha do Medo). Segundo o site, Patrícia chamou a atenção do produtor depois que seu filme Sob a Mesma Lua, exibido no Festival de Sundance, recebeu aplausos em pé e bateu recorde de público em sua estreia nos cinemas americanos.

A diretora já está no Chile, fazendo a pesquisa com as vítimas e seus familiares. “Mesmo no momento mais tenso, eles se esforçaram para se manterem unidos. O acidente provocou o que havia de melhor e pior, mas o espírito humano triunfou e todos saíram vivos. Me sinto honrada de levar essa história extraordinária ao mundo”, disse a diretora.

O filme terá roteiro de José Rivera (Diários de motocicleta), que escreveu em colaboração com os próprios mineiros, e vai detalhar os primeiros 17 dias, em que não houve qualquer contato com o mundo exterior. Essas informações estavam sendo mantidas em segredo. As filmagens serão feitas no Chile, no início de 2013, e o idioma falado no longa será o inglês.

O acidente
Na época, os mineiros contaram que os primeiros dias foram superados com uma rigorosa dieta de duas colheres de atum enlatado, um gole de leite e meio biscoito a cada 48 horas. As toneladas de rocha que bloquearam o túnel obrigaram as autoridades a descartar uma escavação até o refúgio dos operários. Várias pedras caíram nas primeiras tentativas de resgate e a instabilidade determinou a escolha de uma sonda, que seria uma via mais lenta, mas mais segura.

Em 22 de agosto, quando a perfuração conseguiu alcançar o local onde os trabalhadores estavam soterrados, o mineiro José Ojeda enviou o bilhete com a mensagem que ficou internacionalmente conhecida após ser exibida pelo presidente Sebastián Piñera: "Estamos bem no refúgio, os 33.". Segundo o jornal chileno La Tercera, o custo da operação de resgate foi de aproximadamente US$ 22 milhões, sem contar a manutenção do acampamento Esperanza, que chegou a reunir a cerca de 3 mil pessoas, entre jornalistas e parentes dos trabalhadores.

Depois do resgate, muitos dos mineiros enfrentaram o desemprego e sub-emprego, dependência de álcool e drogas, apesar da fama e dos convites para visitar vários países e fazer palestras.

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