Cineasta mineira apresenta duas ficções e um documentário em BH

por Gracie Santos 02/09/2012 10:34

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Carlos Crayma/Divulgação
Premiado em festivais do Ceará e Espírito Santo, Hanabera será exibido hoje em BH (foto: Carlos Crayma/Divulgação)

A produção audiovisual ganha hoje novo espaço de exibição em BH, no CCCP. Quem inaugura as sessões de cinema, às 18h30, é Joana Oliveira, de 34 anos, cineasta mineira que morou em Havana (Cuba) dos 24 aos 26, fez breve incursão na Alemanha e, durante três anos, viveu entre São Paulo e Rio de Janeiro. Apresenta duas ficções e um documentário. “É uma espécie de boas-vindas”, celebra a diretora, que está de volta à cidade natal. Habanera (ficção, 35mm, 13min, Cuba, 2004) conta a história de uma cubana que se apaixona por um estrangeiro e fica dividida entre o amor e suas raízes. O curta foi premiado, entre outros, no 15º Cine Ceará (direção) e no 12º Vitória Cine Vídeo, Brasil (roteiro, atriz e prêmio especial do júri), e exibido no 26º Festival de Havana (Cuba), no 20º Festival Internacional de Cine de Guadalajara (México) e no KunstFilmBiennale Köln 2005 (Alemanha).

Também feito na ilha de Fidel, o documentário Hablar de Sueños (digital, 9min, 2003) “é uma obra mais experimental, que faz paralelo entre os pesadelos que temos e a realidade, que, às vezes, torna-se um pesadelo”. O curta recebeu o prêmio de melhor documentário no Fluxus 2004 e de melhor banda sonora do 4º Festival Internacional de Cine Uniac (Chile). Menos complexa, ela avisa, é a ficção Prisão (digital, 13min, Brasil/Alemanha, 2007), exercício de câmera proposto na Alemanha. Diretor e ator deveriam se trancar num lugar e a narrativa teria que ser construída a partir daí. “Optei por uma prisão. Escolhi um ator não profissional e havia toda a barreira da língua, o resultado foi forte”, relata.

Formada em comunicação visual pela PUC Minas, Joana Oliveira não tem preferências de gênero, se atém ao projeto. Sobre as diferenças entre filmar em Cuba e na Alemanha, ela diz: “Aquele mundo específico fala com você, o influencia, toca de forma única. Mas, tem algo interessante sobre as escolas em que estudei: a Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de Los Baños (Cuba) e HFF Konrad Wolf (Alemanha). Apesar das diferenças entre os dois países e das economias distintas, ambas me davam o mesmo suporte e tinham muita coisa em comum. Nos cursos de direção de ficção, por exemplo, as duas academias tinham apens seis alunos por turma, luxo para qualquer estudante”, revela.

Retrospectiva Joana Oliveira
Exibição em película e vídeo dos filmes Habanera, Hablar de sueños e Prisão – total: 35min. Hoje, a partir das 18h30, no CCCP, Rua Levindo Lopes, 358, Savassi, (31) 3582-5628. Ingressos: R$10 (inclui couvert do show de chorinho (Warley Henrique e Trio), às 20h30.

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