À beira do caminho, novo road movie brasileiro, estreia no dia 10 de agosto

Longa é estrelado por João Miguel e dirigido por Breno Silveira

26/07/2012 08:41

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Conspiração/divulgação
João Miguel e Vinícius Nascimento cantam músicas do Rei (foto: Conspiração/divulgação)
 
Vem aí outro road movie. Em breve, Na estrada, de Walter Salles, baseado no romance do beatnik americano Jack Kerouac, vai ganhar um companheiro brasuca. Os cinemas de BH já exibem o trailer de À beira do caminho, cuja estreia foi prometida para 10 de agosto. Dirigida por Breno Silveira, que lançou o bem-sucedido Dois filhos de Francisco, a fita também explora a “metafísica rodoviária”, mas conferindo especial destaque ao universo popular brasileiro.
 
Pelas BRs da vida, o caminhoneiro João (interpretado pelo talentoso João Miguel), sujeito de maus bofes, topa com Duda (Vinícius Nascimento), um garoto em busca do pai. O menino bem-humorado e otimista é o contraponto para o homem amargurado, que abandonou a música por causa de uma tragédia pessoal.
Os dois filmes têm outro ponto em comum. Se o jazz é fundamental para o clima de Na estrada, À beira do caminho se nutre do cancioneiro de Roberto Carlos. Breno, aliás, já se deu bem nessa seara: seu longa sobre a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano virou blockbuster nacional.
 
Roberto Carlos é rigoroso no licenciamento de sua obra, mas o cineasta conseguiu a liberação do clássico O portão (“Eu voltei/ voltei para ficar...”). João Miguel e Vinícius cantam alguns hits do Rei, como Nossa canção e Amigo. A trilha traz Nina Becker (Esqueça), Vanessa da Mata (Nossa canção) e o próprio Rei (O portão e Outra vez, essa de Isolda). Outro destaque é Impossível acreditar que perdi você, hit romântico de Marcio Greyck.
 
Por incrível que pareça, Caminhoneiro e O velho caminhoneiro – hits do Rei – não entraram no filme. Mas isso não fez diferença: em maio, o longa de Breno conquistou cinco troféus Calunga no Cine PE Festival do Audiovisual, no Recife, enquanto o cotadíssimo Paraísos artificiais, de Marcos Prado, sobre raves e o universo da música eletrônica, levou quatro. Mas o prêmio de trilha sonora foi para Boca, de Flávio Frederico, com música do talentoso produtor e compositor Bid.


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