Filha de índio peruano quéchua e mãe suíca, a atriz de 22 anos ganhou fama depois encarnar a personagem Pocahontas no filme O novo mundo (2005). Mas sua atuação vai além dos estúdios de Hollywood. Q’orianka também é conhecida por seu ativismo ambiental e pelos direitos humanos, especialmente pelos direitos das populações indígenas.
“Acabei de vir de uma viagem à Amazônia, na região onde o ferro-gusa é produzido. Vi de perto como essa produção está colocando em risco alguns povos indígenas, inclusive grupos isolados”, afirmou Q’orianka. “Precisamos defender esses povos. Eles são peça-chave na proteção das últimas reservas florestais no mundo. Preservá-los é garantir um futuro para nós mesmos”.
Segundo Q’orianka, ela decidiu agir comovida pela participação, no bloqueio, de duas jovens ativistas brasileiras. Q’orianka escalou a corrente da âncora do cargueiro Clipper Hopper por volta das 9h30 da segunda-feira. Ela fez revezamento com voluntários do Greenpeace, que desde o dia 14 se mantêm pendurados noite e dia na corrente de âncora do cargueiro para evitar que ele atraque no porto de Itaqui. O carregamento pertence à Viena Siderúrgica, uma das empresas apontadas pelo Greenpeace como envolvidas em irregularidades na cadeia de produção do ferro-gusa.