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Com quase 500 blocos, carnaval 2018 em BH promete ser o maior da história: saiba mais

Prefeito Alexandre Kalil (c) diz que quer a festa mais alegre e segura para todos aproveitarem - Foto: Jair Amaral/EM/DA Press

 

O carnaval em Belo Horizonte chegou mesmo para ficar e para ser um dos destinos mais procurados do país. No próximo sábado, terá início o calendário oficial da folia, que promete ser o maior da história da capital. São esperadas 3,6 milhões de pessoas, que devem acompanhar os 550 cortejos dos 480 blocos cadastrados. A movimentação financeira também impressiona. O valor gasto por turistas e moradores de BH durante a festa deve chegar a R$ 637 milhões, 20% a mais do registrado em 2017. Nove palcos foram espalhados por diferentes regiões da cidade e um esquema integrado vai cuidar da segurança, limpeza, mobilidade e gastronomia.

A festa vem crescendo nos últimos anos em todos os aspectos, tanto de público, como em investimentos. Balanço divulgado pela prefeitura ontem mostra que, em 2016, 2 milhões de pessoas curtiram a folia em Belo Horizonte. No ano seguinte, subiu para 3 milhões, sendo 129 mil turistas.
Em 2018, a previsão é de 3,6 milhões, destes, 154 mil pessoas de fora da cidade. A força do evento também vem chamando a atenção de empresas. O patrocínio, que será usado para estruturas e serviços, subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 9 milhões em um ano.

“Em todas as áreas nós temos avanço, desde estrutura, infraestrutura, pessoal, um incremento da parte de investimento, não só no patrocínio  demos um salto expressivo, mas também com a dimensão do carnaval, que tem investimento da Prefeitura de Belo Horizonte”, afirmou Aluzier Malab, presidente da Belotur.

A ideia é transformar a festa momesca no grande evento da capital. “O carnaval é receita, é uma coisa importante para a cidade de Belo Horizonte, o carnaval é alegria. Então, assumi um ano atrás e disse a todos que esta cidade não seria mais triste, taciturna, que não seria uma cidade onde não acontece nada, sombria, e é isso que estamos tentando fazer”, disse o prefeito Alexandre Kalil (PHS). “O que recomendei no ano passado, volto a recomendar a todos os belo-horizontinos e a todos que vêm aproveitar o carnaval 2018: vamos tornar esse carnaval da alegria, do barulho, mas da ordem e da segurança”, finalizou.

O setor hoteleiro está preparado para receber os turistas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas, a expectativa da ocupação média da cidade é de 60%.
Na Região Centro-Sul, onde será a maior parte dos desfiles, a ocupação chega a 90%. Os bares e restaurantes também pretendem lucrar. Um circuito gastronômico foi criado e vai contar com quase 40 estabelecimentos. “Bares e restaurantes terão pratos especiais no carnaval. Encontramos no ano passado muitos restaurantes fechados. E fizemos essa campanha, parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas), porque a cidade precisa funcionar, assim como o comércio”, diz o presidente da Belotur. 

- Foto: Arte EM

MAIS BLOCOS 
A folia vai se espalhar por toda a cidade. A festa está prevista para ser realizada em todas as nove regionais, com maior concentração nas regiões Leste e Centro-Sul. Foram cadastrados 480 blocos, que vão realizar 550 desfiles entre 27 de janeiro e 18 de fevereiro, data oficial do carnaval de Belo Horizonte.
Também estão sendo instalados nove palcos oficiais, que vão ficar na Praça da Estação, na Rua Guaicurus, na Avenida Brasil, na Região Centro-Sul. As regiões do Barreiro, Venda Nova, Norte e Leste vão receber eventos.

A ideia da prefeitura é cada vez mais descentralizar o carnaval. “A gente já vinha com essa descentralização desde 2017. O que temos feito é estimulado um pouco mais, bem mais em 2018. Por exemplo, tivemos três palcos que são eventos nossos, que a gente realiza para incrementar a programação. Agora, fomos para nove palcos, e vamos para o Barreiro, que não teve nenhuma movimentação de carnaval em 2017 e agora temos blocos lá. Estimulamos a criação e surgimento de desfiles que para lá foram, como Venda Nova e outros cantos”, finalizou Malab.

SEGURANÇA E LIMPEZA O trabalho integrado do Centro de Operações da Prefeitura (COP-BH) será novamente utilizado para coordenar o carnaval da capital mineira, tanto na mobilidade quanto na segurança. Nas ruas, mais de 2 mil guardas municipais vão atuar nas passagens dos blocos e ficarão em locais estratégicos. O alerta é para os foliões evitarem o uso de garrafas de vidro e tomar cuidado com os celulares, já que os furtos e roubos dos aparelhos crescem nesta época do ano.

“Uma preocupação nossa é contar muito com a contribuição da população para evitar mesmo o uso de garrafas, pois os ambulantes estão bem orientados e não vão vender, mas os supermercados e bares estarão abertos, então é interessante adquirir os produtos na lata, ou no próprio copo, para que contribua com todo o aparato de segurança que está inserido”, afirma o comandante da Guarda Municipal, Rodrigo Prates.

Os garis também vão ajudar a retirar materiais que podem ser usados como armas.
Neste ano, 800 trabalhadores da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) vão fazer a limpeza das ruas. Segundo a PBH, as equipes estarão a postos para recolher resíduos, como recipientes de vidro e espetos de churrascos. Serão instalados 800 contêineres, com capacidade para 240 litros de resíduos cada, em pontos de maior movimentação.

 

 

Avenida de branco


Uma grande novidade marcará o desfile dos blocos caricatos e das escolas de samba em Belo Horizonte. A Avenida Afonso Pena, no Centro, será pintada de branco para valorizar ainda mais as fantasias e o espetáculo. Também está prevista a melhoria na estrutura de som, iluminação e nas arquibancadas, e a instalação de um cronômetro visível na via. As apresentações vão ocorrer na segunda (11 de fevereiro) e na terça-feira (12 de fevereiro),  a partir das 18h.  “A gente tem investido no carnaval da avenida melhorando a sonorização, a estrutura, ajudando na dinâmica dos desfiles, e, este ano, a grande novidade é que vamos pintar a avenida. Normalmente, os sambódromos têm o chão branco, e isso reflete mais a luz e valoriza mais o espetáculo. São avanços que a gente está propondo para poder o resgate do carnaval nosso de tradição”, afirmou o presidente da Belotur, Aluzier Malab. 

Trânsito é um dos grandes desafios

Um dos grandes desafios para o carnaval de 2018 será em evitar congestionamentos na capital com a passagem dos blocos. Para isso, o transporte público receberá reforço, com mais ônibus nas ruas e horário estendido do metrô até as 2h. Mesmo assim, as autoridades devem contar com uma ajuda do público.
A BHTrans orienta aos foliões que deixem a Avenida do Contorno livre para o trânsito, assim como a Avenida Francisco Sales, para acesso à área hospitalar. Como no ano passado, vias serão interditadas no Centro para a passagem dos blocos.

De acordo com a BHTrans, enquanto se realizam os cortejos, o fluxo de carros e ônibus do transporte coletivo será desviado para a Avenida do Contorno, que ficará liberada. Para quem precisar ir até a área hospitalar, no Bairro Santa Efigênia, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, será preciso usar a Contorno e entrar pela Avenida Francisco Sales. As mudanças vão impactar nos locais de embarque e desembarques dos coletivos. “Queremos chamar muito a atenção para o acesso à área hospitalar. Com a Contorno ficando livre, assim como a Francisco Sales, vamos garantir a qualquer um que acesse a região”, afirma Célio Bouzada, presidente da BHTrans.

Veículos do Move serão colocados de prontidão na Região Central da cidade para atender a população. “Vão ficar ônibus estocados no Centro da cidade onde o movimento do folião não tem hora marcada. Depois que acaba o baile e o desfile tem um bando de gente, então vamos ter veículos para fazer esse deslocamento. E também uma ação estratégica em blocos especiais, que atraem um grande número de pessoas”, concluiu o presidente da autarquia.

As estações de transferência das avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos, Pedro I e Vilarinho ficarão sempre abertas das 4h de 9 de fevereiro até a 1h de 14 de fevereiro. Já as estações das avenidas Santos Dumont e Paraná terão operação em horários distintos por causa da passagem dos blocos. O metrô também terá horário estendido, operando até as 2h nos dias 3, 10, 11, 12 e 13 de fevereiro. A BHTrans vai disponibilizar em seu site o chamado “Guia de Bolso” com mapas dos desvios e pontos das linhas do transporte público.

Sem vacilo com a vacinação

As pessoas que pretendem curtir a folia em Belo Horizonte não devem se esquecer de vacinar. A Secretaria Municipal de Saúde faz um alerta aos turistas e moradores da cidade para que procurem as unidades básicas com 10 dias de antecedência da festa para se imunizar, já que a capital está em área de alerta por causa da doença. O aviso vale para os indivíduos que vão preferir curtir o feriado em áreas de sítios, cachoeiras e próximo a vegetação, principalmente se for localizado em cidades da região metropolitana.

“Estamos bem resguardados do ponto de vista assistencial para o atendimento das pessoas que estão chegando na nossa cidade. Para os turistas é muito importante que eles estejam vacinados, considerando que BH é uma área de risco”, afirma a secretária-adjunta da Saúde, Taciana Malheiros Lima Carvalho.

Durante o carnaval, dois postos médicos avançados vão dar apoio aos foliões. Eles serão instalados na Praça da Estação, no Centro, e na Praça Tiradentes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. “Serão 250 profissionais envolvidos nesses dois postos médicos. Sendo que o da Praça da Estação é reforçado e funcionará dentro do Centro de Referência da Juventude 24 horas nos quatro dias do carnaval”, comentou a subsecretária. A frota das ambulâncias da cidade vai ganhar reforço de mais três veículos. Alguns deles estarão disponíveis nos trajetos dos blocos. .