Chama o Síndico abre maratona de blocos do carnaval de BH com mais de 20 mil pessoas

Concentração na Praça da Liberdade reuniu cerca de 10 mil pessoas. Já no início do desfile a contagem chegou aos 20 mil foliões, segundo a PM

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Francelle Marzano/EM/D.A Press
Desfile do Chama o Síndico é considerado o ''primeiro'' pela proximidade com rota original da folia (foto: Francelle Marzano/EM/D.A Press)
Em menos de 30 minutos de concentração, cerca de mil pessoas já estavam reunidas na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte para aguardar o momento da saída do bloco Chama o Síndico, que deve descer em direção à Praça da Estação e depois seguir até o Viaduto Santa Tereza, na região central.

 

Veja fotos do desfile do Bloco Chama o Síndico

 

Logo no aquecimento, os músicos que animam o bloco formado no carnaval de 2012 já mostravam muita qualidade musical em repertório repleto de canções dos mestres Tim Maia e Jorge Ben Jor.

 

Nas músicas tocadas ao início do encontro era possível perceber as características marcantes do bloco: arranjos trabalhados com o uso de metais e uma batida forte da percussão, com ritmos que vão desde o funk carioca, passando pelo arrocha do Norte e Nordeste do país, até o samba e o soul music, ritmos dominados pelos homenageados Tim Maia e Jorge Ben. Este será o único desfile de rua do Chama o Síndico. Até a quarta-feira de cinzas, o bloco se apresentará em eventos fechados pela cidade.

 

Saída do bloco



O desfile começou por volta das 20h30 e o bloco só conseguiu chegar à Aveida João Pinheiro às 21h. Ainda às 20h, quando o Chama o Síndico se preparava para sair, a Polícia Militar já estimava público de 10 mil pessoas na Praça da Liberdade — a quantidade de foliões prevista para o ápice do bloco, durante o percurso. Durante o trajeto na Avenida João Pinheiro, em direção à Avenida Afonso Pena, parte do bloco ainda estava na praça ea PM aumentou a estimativa de público para 20 mil pessoas.

 

A preparação para a saída deixou a praça repleta com o som de afinação dos equipamentos. De acordo com Nara Torres, uma das regentes do bloco, este ano a bateria ganhou um reforço com mais de 100 instrumentos. “Estamos trazaendo arranjos novos para marcar este único desfile de rua do Chama. Além do reforço da bateria, teremos uma comissão de frente de dançarinos de black music", detalhou.

A multidão segue de forma organizada e a praça, que teve seus canteiros cercados, não sofreu danos aparentes, apesar do público três vezes maior que a expectativa inicial. Com céu aberto e estrelado, a folia promete entrar até a madrugada. Com pouco mais de uma hora de desfile, o bloco ainda não desceu dois quarteirões da avenida João Pinheiro e a PM e a BHTrans usam cordões de isolamento.

A preocupação maior de alguns foliões é com a falta de estrutura. “O estilo de múscia do bloco é intenso, mas sem um carro de som adequado, perde-se muito em qualidade. A Belotur convoca as pessoas para um carnaval de rua, mas não oferece condições mínimas, já que não se dá nem pra ver onde tem banheiros aqui na praça. Deveriam se preparar melhor, porque em relação ao ano passado, já vi que vai aumentar e muito o número de pessoas”, analisou a professora Nina César, 50, que há três anos trocou carnavais de Rio, Recife e Salvador para aproveitar a folia na capital mineira.

Confira 'Imunização racional' no desfile do Chama o Síndico:

 


Nara destaca que embora o bloco tenha surgido na própria Praça da Liberdade, em 2012 , para homenagear os músicos Tim maia e Jorge Ben jor, o repertorio não terá limites. Os músicos também prezam pelas variações de ritmo, com passagens pela guitarrada do Pará, funk americano e carioca, entre outros, para atender todos os gostos.
 
Em sua maioria jovem, o público tornava-se cada vez mais multicolorido graças às criativas fantasias. Nem por isso, contudo, a praça deixou de ter espaço garantido para quem saiu direto do trabalho e não teve tempo de trocar a roupa social. Policiais militares do 1º Batalhão e de outras unidades foram estrategicamente posicionados, não só na praça mas aos redores, para evitar a ação de oportunistas — como os arrombadores de veículos.
 
De acordo com o Major Renato Cintra, da 4ª Cia do 1º Bpm, a expectativa é de um desfile organizado que vai seguir até a Praça da Estação e, inevitavelmente, deve causar um transtorno no trânsito. “A PM montou um esquema de policiamento integrado com outros órgãos, BHTrans e a Guarda Municipal, visando minimizar o impacto e, ao mesmo tempo, garantir a festa".
 
Além do frenesi da bateria ensurdecedora, o desfile será puxado por uma Kombi com alto falantes e sistema de som para destacar alguns intrumentos, característica do bloco.

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