Isabela Bernardes/EM/D.A Press
Isabela Bernardes, Luiza Rocha
18/02/2023 14:30
Ao som de Clube da Esquina, axé, reggae, música pop, MBP e marchinhas tradicionais, o Bloco Divina Banda fez sucesso ao longo da Rua Mármore, no Bairro Santa Tereza, Região Leste de BH, neste sábado (18/2). Entre os destaques do desfile, estava o cantor e multiinstrumentista Maurício Tizumba, que deu início ao cortejo com um discurso de retorno do carnaval pós-pandemia.
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"Vamos curtir que tem muito tempo que não saímos para a rua", disse o artista. No meio de selfies com fãs e a melodia de "Meia lua inteira", ele contou que ainda neste sábado
fez maratona do primeiro dia de carnaval. Ele esteve no "Então, Brilha", no "Divina Banda" e nas "Filhas de Gaby."
Com expectativa de 10 mil pessoas seguindo o trio, os produtores do bloco nascido como uma homenagem à Banda Santa, Marina Cambraia e Rodrigo Borges, afirmaram que a alegria tomou conta no retorno.
"Está bastante cheio e para a gente é uma felicidade enorme poder fazer o desfile depois de tudo que vivemos, em mais de dois anos de pandemia", contou Marina.
"A COVID ainda está por aí, mas agora, com a maior parte da população vacinada, podemos fazer a festa com mais segurança. Estávamos morrendo de saudades", falou Rodrigo.
Carnaval do amor (e do calor)
Teve muito amor com o casal Dotê e Rodrigo, que namoraram há 36 anos, quando eram mais jovens. Depois, em 2015, se reconectaram por meio do Facebook. Hoje, são casados e comemoram todos os carnavais na bateria do bloco.
O "solão do meio-dia" fez os foliões receberam um banho de mangueira dos moradores da rua Mármore, que acompanhavam o desfile de suas varandas, em uma vista privilegiada do trio elétrico e da banda.
Banda Santa
O hino da Banda Santa dá início ao cortejo do Divina Banda, um folião desavisado pode não entender qual a relação entre um e outro. Mas é que Marilton Borges, um dos idealizadores da manifestação cultural que homenageia o Santa Tereza, é pai de Rodrigo Borges, um dos organizadores do Divina Banda.
Foi no bar Barbarella, no Santa Tereza, um dos bairros mais tradicionais de Belo Horizonte, que nasceu a ideia e a vontade de criar a Banda Santa, um bloco que, já nos anos 1990, retomava o carnaval de rua da capital.