'Brasileiro não precisa de tutor', dizem escritores no encerramento da Bienal do Rio

Grupo assinou um manifesto contra as "insistentes tentativas de censura" sofridas desde quinta-feira, 5, quando o prefeito Crivella mandou recolher exemplares da HQ Vingadores - A Cruzada das Crianças

09/09/2019 10:30
 Reprodução/Marvel
(foto: Reprodução/Marvel)
No encerramento da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro nesse domingo, dia 8, um grupo de escritores como Laurentino Gomes, Thalita Rebouças e Pedro Bandeira, além de editores e membros da organização da feira assinou um manifesto contra as "insistentes tentativas de censura" sofridas desde quinta-feira, 5, quando o prefeito Marcelo Crivella mandou recolher exemplares da HQ Vingadores - A Cruzada das Crianças, obra da Marvel que mostra um casal gay se beijando.
Depois de algumas idas e vindas na Justiça, fiscais da Prefeitura circulando pelo Riocentro em busca de obras com conteúdo LGBT e uma forte reação de autores, editores e leitores a Bienal do Livro do Rio terminou com um público de 600 mil pessoas e autores se organizando para defender a liberdade de expressão.

"Se engana quem pensa que o alvo era a Bienal Internacional do Livro. O alvo somos todos nós cidadãos brasileiros, pois não precisamos ter quem determine o que podemos ler, pensar, escrever, falar ou como devemos nos relacionar. O brasileiro não precisa de tutor. Precisa de educação para que cada um possa fazer suas escolhas com consciência e liberdade", escrevem os participantes da Bienal no manifesto.

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