Virada 2019: Ambulantes aproveitam evento para aquecer os negócios

Pontos estratégicos onde ocorrem os eventos, espalhados em 25 endereços do Hipercentro, são o alvo de comerciantes de comida e bebida

por Ivan Drummond 21/07/2019 08:10
Jair Amaral/EM/D.A Press
Karen e Darlete Araújo esquentaram a noite da galera vendendo caldos no Viaduto Santa Tereza (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press )
A Virada Cultural também é um momento de bons negócios, principalmente para os ambulantes. É o que garante Alexandra Fonseca, de 41 anos, que montou uma barraca de caldos próxima ao palco que fica debaixo do Viaduto Santa Tereza. Ela denuncia o descaso e a brutalidade com que os ambulantes são tratados em BH. "Desde que o Alexandre Kalil assumiu a Prefeitura de BH, os ambulantes são tratados com indiferença e brutalidade pelos fiscais", diz ela.

Alexandra, que conta com a ajuda de Darlete Araújo, de 38 anos, e a filha desta, Karen, de15, diz que a noite de sábado para domingo não teve o movimento esperado, mas serviu para compensar o tempo que ficou sem trabalhar. "Eu fiquei impedida de trabalhar porque os fiscais me tomaram tudo. Recolheram todo o material, comida, que é com o que trabalho, e ainda por cima nos agridem para tomar nossas coisas. É uma grande covardia", disse.

Rafael Victor, de 22 anos, vende churros no mesmo lugar e confirma o que foi dito por Alexandra. "Até parece que preferem que a gente vá roubar. Não deixam o ambulante trabalhar", relata.

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