Cris Guerra lança livro de crônicas sobre a 'maternidade solo'

Em 'Escrever uma árvore, plantar um livro', a blogueira reflete sobre a experiência de criar Francisco sem o pai, que morreu quando ela estava no sétimo mês de gestação. O lançamento será nesta quinta-feira (2), no Sempre Um Papo

por Augusto Guimarães Pio 02/05/2019 08:33
Arquivo Pessoal
Cris Guerra e o filho Francisco (foto: Arquivo Pessoal)
Cris Guerra é a convidada do projeto Sempre um Papo desta quinta-feira (2), no auditório da Cemig, quando fará o lançamento do seu sexto livro. Escrever uma árvore, plantar um livro, que sai pela editora Gulliver. “O livro é uma seleção de 46 crônicas que escrevi ao longo da criação do meu filho Francisco, hoje com 12 anos. Gosto de dizer que a maternidade é o esporte mais radical de todos, porque depois de emprestar o nosso corpo, cedemos o nosso coração”, define a blogueira, escritora e palestrante.


A autora afirma que, além de falar sobre o jogo de cintura que a maternidade exige, o livro aborda também assuntos como mercado de trabalho e culpa. “Mas fala, principalmente, sobre mães. Na realidade, aprendemos a ser mãe sendo”, diz ela. Na opinião da autora, “é um livro bem gostoso de se ler, pois é divertido e ao mesmo tempo afetuoso. Fala das minhas experiências de vida, de mãe, de como a maternidade nos transforma e nos faz crescer. Posso dizer que a maternidade foi muito importante para mim, tanto pessoal quanto profissionalmente”.

Cris acredita que hoje se vive a era da supermaternidade, com as mães podendo planejar tudo. “Acontece que não é assim, pois não existe mãe perfeita. Perdi o pai do meu filho quando estava com sete meses de gravidez, o que não foi nada fácil. Em 2007, nasceu Francisco, e esta experiência como mãe solo, realidade de cerca de 12 milhões de brasileiras, me trouxe muita experiência, assim como medos, inseguranças. Mas, ao longo do tempo, vamos aprendendo a lidar com as perdas e a própria experiência vai nos enchendo de coragem e nos dando subsídios para resolvermos nossas inseguranças e medos.”

Escrever uma árvore, plantar um livro, afirma, “mostra o quanto é assustador ser mãe, pois a maternidade nos torna ainda mais vulneráveis. Se a existência humana já é, normalmente, vulnerável, quando grávidas nos tornamos mais ainda. Mas, com o tempo, vamos equacionando todos os problemas que vão surgindo. Ser mãe é entender que o que vamos dar para os nossos filhos será maior do que eles darão para nós.”

Cris conta que encontra inspiração para escrever seus livros nos acontecimentos do dia a dia. “Normalmente, aqueles mais marcantes. Sento e vou escrevendo, é assim que acontece. Às vezes, vou anotando, para escrever mais tarde. À medida que vou escrevendo, as ideias vão aparecendo.” Atualmente, ela tem se dedicado menos aos seus dois blogs, mas continua fazendo palestras e escrevendo para revistas que abordam o assunto pais e filhos. “Estou trabalhando mais fazendo palestras sobre autoestima, superação, enfim contando a história sobre minha maternidade.”

Ela lembra que sua carreira como escritora começou quando estava grávida e já escrevia cartas sobre o filho Francisco. “Essas cartas acabaram se tornando o meu primeiro livro e me deram experiência e vontade para continuar escrevendo sobre o assunto.”

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SEMPRE UM PAPO COM CRIS GUERRA

Nesta quinta-feira (2), às 19h30, no auditório da Cemig, Rua Alvarenga
Peixoto, 1.200, Santo Agostinho, (31) 3261-1501. Entrada franca.

 

Escrever uma árvore,
plantar um livro

Cris Guerra
Editora Gulliver (155 págs.)
Preço sugerido: R$ 30

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