Milton Jung lança em BH livro que aborda política de forma simples e caseira

Através do livro 'É proibido calar - Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos', o jornalista responde ao "desânimo" do brasileiro em relação à política com uma convocação para agir eticamente no dia a dia

por Silvana Arantes 25/09/2018 08:49
Milton Jung/reprodução
(foto: Milton Jung/reprodução)
Ética e política foram os temas que a editora BestSeller propôs ao jornalista Mílton Jung para aquele que seria seu quarto livro – É proibido calar – Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos, tema do Sempre um Papo desta terça (25), em Belo Horizonte. Seus três lançamentos anteriores – Jornalismo de rádio (Contexto), Conte a sua história (Editora Globo) e Comunicar para liderar (Contexto) – versam sobre jornalismo, atividade que Jung pratica há 34 anos; atualmente, como âncora do Jornal da CBN.


Interessado em abordar o assunto como uma resposta ao “desânimo” que percebe em “boa parcela dos brasileiros em relação à política como ela está”, o jornalista achou, no entanto, que “cientistas políticos ou filósofos estão mais avançados nessa questão” do que ele. A solução encontrada foi caseira, caseiríssima. Mílton Jung Júnior, de 55 anos, decidiu contar ao leitor sua experiência como pai de Gregório, de 21, e Lorenzo, de 19, e como filho de Mílton Jung.

Além de ficar mais à vontade para falar do que conhece melhor do que ninguém (a própria família), o autor conseguiu, com esse viés, exemplificar o ponto fundamental de sua proposta: a mudança tem que ser individual, forjada na política das ações cotidianas.

“Quando falamos ‘eu odeio política’, estamos nos referindo à política a que assistimos nos palácios e no Congresso. Não podemos odiar uma prática que é comum da sociedade, do cidadão. Não vamos odiar a política, vamos praticá-la até fazer com que aquelas instâncias que não praticam a política que gostaríamos mudem o seu modo de agir”, diz ele, em conversa com o Estado de Minas.

No livro, Jung cita a desconfiança com que foi encarado na Câmara o projeto Adote um vereador, de supervisão do desempenho do mandato dos eleitos por seus eleitores, iniciativa da qual ele é um dos autores. “Não precisa dar lição de moral para ninguém. Basta a gente agir de maneira correta para servir de exemplo. É muito mais simples essa transformação do que imaginá-la sendo feita através do Congresso. Minha provocação é: vamos agir dentro daquilo que está ao nosso alcance”, diz.

INTIMIDADE
Mesclando estudos científicos, exemplos do seu círculo de convívio e a experiência pessoal na criação dos filhos, o autor acaba contando alguns aspectos da intimidade de sua família em É proibido calar. O ouvinte do hoje âncora famoso fica sabendo, por exemplo, que, quando criança, ele acreditava que “o rádio tinha ouvidos”.

Quando Mílton e o irmão se agitavam demais em casa, como um recurso para fazê-los se aquietar, a mãe ligava o aparelho e assegurava que, assim como eles ouviam a voz do pai (locutor), do outro lado o pai também era capaz de escutar sua algazarra.

“Tenho o mesmo nome e decidi seguir a mesma carreira”, diz Jung sobre seu pai. Disso decorre, ele avalia, um “peso natural”, já que “normalmente a gente é cobrado por essas questões”. Ele diz achar que essa questão “está bem resolvida entre os quatro” (sua mulher também é jornalista, e o primogênito estuda jornalismo) e não imagina que os filhos terão de suportar um peso extra por terem tido seu processo educativo usado como exemplo num livro que o autor escreveu “com base em duas missões – ser pai e ser cidadão”.

Nas conversas com leitores que já teve durante essa turnê de lançamento, Mílton Jung encontrou “pessoas que querem discutir o processo eleitoral e pessoas que querem entrar na questão pai e filho, querem resolver questões pessoais”. Hoje, em BH, ele estima que terá “uma discussão provavelmente mais profunda”, pelo fato de o Sempre um Papo ser um espaço de debate consolidado.

Um comentário que ouviu de leitores que são ouvintes frequentes de seu programa é que eles percorrem o livro com a sensação de ouvir a voz do jornalista falando o texto. Não há, até o momento, planos para uma versão em áudio do volume, embora Mílton Jung diga que “ficaria feliz” em tê-la. Seus ouvintes também.




É proibido calar – Precisamos falar de ética e cidadania com nossos filhos
Mílton Jung

BestSeller (192 págs.)
R$ 29,90

 

Sempre um Papo
com o autor, nesta terça (25), às 19h30, no auditório da Cemig (Rua Alvarenga Peixoto, 1.200, Santo Agostinho). Entrada franca. 

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