Mostra 'Maquinações - Artistas, máquinas e a invenção do cotidiano' propõe um outro olhar para a tecnologia

Em cartaz no Rio, exposição chega no fim do ano em Belo Horizonte

por Mariana Peixoto 05/06/2018 08:00
Uma exposição de arte e tecnologia que não tem sequer um computador. Aberta hoje para o público no Oi Futuro, no Rio de Janeiro – e prevista para aportar, no fim do ano, no Sesc Palladium – a mostra Maquinações – Artistas, máquinas e a invenção do cotidiano propõe um outro olhar para a tecnologia.
Guto Lacaz/Divulgação
Serigrafia de Guto Lacaz exposta na mostra 'Maquinações - Artistas, máquinas e a invenção do cotidiano', no Oi Futuro, no Rio de Janeiro (foto: Guto Lacaz/Divulgação )

“Em vez de pensar na tecnologia como um objeto em si, pensamos mais na ideia dela. É quase uma maneira filosófica de tratar a questão, a tecnologia no contexto da sociedade”, afirma o artista mineiro Fred Paulino, que assina a curadoria do evento.

Quinze artistas integram a mostra. Guto Lacaz, Abraham Palatnik, Ganso e Paulo Nenflídio estão ao lado de nomes internacionais como os suíços Peter Fischli e David Weiss e a mexicana Azucena Losana. Os trabalhos selecionados apostam mais na interacao?? do que na interatividade, no analogico? sobre o digital, na reutilizacao?? em vez do consumo.

Tais características definem a “gambiologia”, conceito que Paulino criou há 10 anos. “Isso remete a uma coisa brasileira, que é a gambiarra. Mas, na verdade, naquele momento começamos a perceber que havia uma galera que mundialmente estava trabalhando a arte com uma estética mais precária, fazendo um diálogo com a arte popular, reutilizando materiais”, conta ele.

Belo Horizonte recebeu, desde então, duas mostras com trabalhos nesse perfil. A estreia se deu em 2010, no Espaço Centoequatro, com a exposição Gambiólogos. Quatro anos mais tarde, no extinto Oi Futuro de BH, houve a Gambiólogos 2.0. A mostra Maquinações representa um terceiro momento deste grupo de artistas.

“Ela vem confirmar a ampliação da rede de artistas que, de um núcleo inicial, virou um movimento”, continua Paulino. Para a exposição, ele pensou no encontro em arte e invenção. “Por muitos anos, artistas e inventores atuaram em mundo díspares. Mas se a gente pensar no Renascimento, Leonardo da Vinci era engenheiro, pintor, desenhista... A arte foi se especializando de uma maneira que as coisas se separaram, mas a interseção faz sentido.”

Pioneiro da arte eletrônica no Brasil, Abraham Palatnik estará presente na mostra com um trabalho de 1968. Outra figura carimbada do meio, Guto Lacaz comparece com uma série de serigrafias. Um trabalho de videoarte de 1987 da dupla Peter Fischli e David Weiss – “um clássico do gênero, muito pouco visto no Brasil”, diz Paulino – foi editado num vídeo de 30 minutos e passou a integrar uma instalação. Há ainda trabalhos de dois artistas mineiros: Ganso (que integra o núcleo origina de gambiólogos) e Sara Lana.

MAQUINAÇÕES – ARTISTAS, MÁQUINAS E A INVENÇÃO DO COTIDIANO
Exposição coletiva de vários artistas. Centro Cultural Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, Rio de Janeiro). Entrada franca. Em cartaz até 5 de agosto.

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