No 'Manifesto antropófago', Oswald de Andrade ataca a lógica patriarcal

Obra contesta a herança e a propriedade privada e defende a potência feminina que favorece o coletivo

por Beatriz Azevedo* 25/05/2018 10:59

Em 11 de janeiro de 1928 a pintora Tarsila do Amaral, então casada com o poeta Oswald de Andrade, prepara em seu ateliê um quadro para presentear o marido em seu aniversário. Pés gigantes, cabeça pequena, fundo azul, um cacto verde e um sol de abacaxi, o quadro com a figura exótica não tinha ainda um nome. Oswald, surpreso e fascinado com a imagem, sugeriu batizá-lo de “antropófago”.
 
Tarsila então correu para buscar o dicionário de Tupi que tinham em casa, organizado por Montoya, e lá começou a vasculhar até que encontrou as palavras aba, significando “homem” e poru, “comer”. Tarsiwald – como era chamado por Mário de Andrade o casal frisson da pauliceia desvairada nos anos 20 – Tarsila e Oswald juntos criaram o título Abaporu (o homem que come) para o quadro que se tornou emblemático da arte brasileira moderna, recebeu a maior oferta em leilão para uma pintura brasileira, foi comprado pelo Museu Malba de Buenos Aires, e encontra-se agora exposto no MoMA em Nova York, na mostra Tarsila do Amaral: Inventing modern art in Brazil, sob curadoria de Luis Pérez-Oramas.

A cabeça apoiada na mão, à maneira de um Pensador tropical, certamente me inspira a ver no Abaporu uma aposta no pensamento selvagem não domesticado, que seria a base para a criação do Manifesto antropófago de Oswald de Andrade, escrito a partir deste presente de Tarsila, e publicado meses mais tarde, em maio de 1928, no primeiro número da Revista de Antropofagia.

Neste ano de 2018, em que celebramos os 90 anos do Manifesto de Oswald, como falar da potente utopia do Matriarcado de Pindorama, diante da realidade vivida pelos corpos femininos neste Pau Brasil que golpeou a democracia, arrancou a primeira presidenta mulher do poder, e executou Marielle em plena via pública?

O instigante tema das liberdades individuais e coletivas, do feminino, das questões atuais de gênero, e da política contemporânea dos corpos inspira a reflexão no fluxo da utopia do Matriarcado de Pindorama e da Antropofagia.

Em seu tempo, para abordar a passagem ancestral do Matriarcado ao Patriarcado, Oswald, via Nietzsche e Bachofen, cita a Oresteia, trilogia de Ésquilo. Na sua interpretação da tragédia, Oswald diz: “O matriarcado tomba ante o voto de Minerva que absolve Orestes matricida. Com o matriarcado cai a propriedade comum do solo e inicia-se dialeticamente o ‘progresso’ – a propriedade privada, fortalecida desde então pelo direito paterno e pela herança”.

Na sua tese A crise da filosofia messiânica, Oswald concluirá: “Estava aí assinalada a revolução que, na Grécia, destronava a mãe do seu poderio incontestável. De ora em diante seria aceito na Hélade o direito paterno e suas consequências. Fundava-se assim o instituto da herança patrilinear. Não quer isso dizer que o patriarcado tivesse sido uma invenção grega, mas foram os gregos, através de Ésquilo, que definitivamente fixaram as transformações da era matriarcal para a do poder paterno”.

Em A marcha das utopias, estabelecendo as diferenças entre o matriarcado e o patriarcado, Oswald diz que o matriarcado “tem presidido à pacífica felicidade dos povos marginais, dos povos a-históricos, dos povos cuja finalidade não é mais do que viver sem se meterem a conquistadores, donos do mundo e fabricantes de impérios”.

Mesmo com as palavras “matriarcado” e “Pindorama”, primordialmente associadas ao passado arcaico, para Oswald de Andrade o Matriarcado de Pindorama é uma formulação contemporânea, que aponta para o futuro.

O alvo da antropofagia oswaldiana sempre foi “a velha luta contra o autoritarismo, expresso na imagem do pai e nos sistemas sociais que a prolongam, contra os quais fez a apologia do matriarcado”, como bem lembrou o critico literário Antonio Candido.

Oswald associou sua visão do papel feminino à filosofia do matriarcado, chegando a inspirar a Candido o uso da palavra “feminista” para descrever o autor no ensaio “Os dois Oswalds”: “Havia nele o respeito pela mulher num plano essencial. Daí o fervor com que preconizava a sua liberdade e valorizava o seu papel. Verdadeiro precursor, Oswald queria vê-la como eixo da sociedade, remontando para justificar-se a teorias mais ou menos válidas sobre o matriarcado, que lhe serviram como ponto de apoio para condenar o patriarcalismo autoritário e abrir a perspectiva de um estado de coisas onde a preponderância feminina permitiria a igualdade econômica e o fim da violência. Convenhamos que a ser o Barba Azul da lenda, Oswald seria um curioso Barba Azul familiar e feminista”.

O aforisma 6 do Manifesto antropófago de Oswald de Andrade diz: “Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa”.

Ao longo do Manifesto, Oswald, ao mesmo tempo, incorpora e questiona ideias de Freud. No aforismo citado, em particular, ele menciona as contribuições do pensador austríaco refletindo sobre o papel atribuído à mulher, tema tão caro a Oswald na sua defesa do matriarcado. Lembremos, no entanto, que, em Totem e tabu (1913), expõe-se uma teoria baseada na hipótese da horda primeva e no complexo de Édipo. Os protagonistas do texto de Freud são, sempre, homens. O pai primevo, os filhos, e a narrativa do assassinato do pai pelos filhos. Levando em consideração que Freud afirma que o ato de devorar o pai teria sido o fundamento da sociedade, da moral e da religião, fica evidente o interesse de Oswald de Andrade em se contrapor a essa linha de pensamento.

A figura masculina, para Freud, está sempre muito mais em evidência, a sexualidade masculina é o padrão; o feminino permanece um enigma. Nesse sentido, pode-se inferir que Freud trabalha com uma “superioridade ontológica” (na acepção de natureza inerente ao ser) do masculino e do falo. Oswald, ao contrário, parece nutrir a ideia de uma “superioridade ontológica” do feminino, tanto na sua defesa do matriarcado como em sua vertente lírica, quando escreve: “Esta noite tenho o coração menstruado. Sinto uma ternura nervosa, materna, feminina, que se desprega de mim como um jorro lento de sangue. Um sangue que diz tudo porque promete maternidades. Só um poeta é capaz de ser mulher assim”.

Apesar de questionar o patriarcado, penso que Freud acaba por fazer, digamos assim, uma crítica “patriarcal” do patriarcado. Muito diferente de Oswald, que procurou fazer uma crítica “matriarcal” do patriarcado. Em comparação com a filosofia antropofágica do poeta brasileiro, a teoria freudiana me parece, em última análise, uma teoria falocêntrica e patriarcal.

SUPEREGO TRIBAL Deixando evidente que sua visão da antropofagia é pós-freudiana e que não acata a teoria de Freud, Oswald pergunta: “Que sentido teria num matriarcado o complexo de Édipo?”.

Segue a argumentação de Oswald no texto “A psicologia antropofágica”, evidentemente com as características de seu humor iconoclasta: “Cabe a nós antropófagos fazer a crítica da terminologia freudiana, que atinge profundamente a questão. O maior dos absurdos é, por exemplo, chamar de inconsciente a parte mais iluminada pela consciência do homem: o sexo e o estômago. Eu chamo a isso de ‘consciente antropofágico’”.

Dando um último diagnóstico, doutor Oswald afirma: “Seria necessário revisar Freud e seus epígonos despindo-os, em rigorosa psicanálise, dos resíduos vigentes da formação cristã-ocidental de que todos derivaram”.

Na utopia antropofágica do poeta paulista, a civilização patriarcal, doente por natureza, deveria se inspirar na cultura matriarcal das tribos ameríndias: “Numa sociedade onde a figura do pai se tenha substituído pela da sociedade, tudo tende a mudar. Desaparece a hostilidade contra o pai individual que traz em si a marca natural do arbítrio. No Matriarcado é o senso do superego tribal que se instala na formação da adolescência. Numa cultura matriarcal, o que se interioriza não é mais a figura hostil do pai-individuo, e, sim, a imagem do grupo social. Nessa confusão que o Patriarcado gerou, atribuindo ao padrasto – marido da mãe o caráter de pai e senhor, é que se fixaram os complexos essenciais da castração e de Édipo”.

Em sua enorme capacidade de síntese, Oswald afirma, categórico: “Freud é apenas o outro lado do catolicismo. Como Marx é o outro lado do capitalismo”. No manifesto de Oswald, o patriarcado representa tanto a propriedade como a pátria. Se Marx, tematizando a luta de classes, opõe burguesia e proletariado, Oswald vai opor o patriarcado ao matriarcado, na mesma simetria de polarizações.

Mais adiante, Oswald dirá, no aforismo 25 do mesmo Manifesto antropófago, que “já tínhamos o comunismo”, aludindo à vivência tribal dos tupis no século 16, muito anterior à formulação da teoria marxista, no século 19. Ou seja, parece que Oswald quer afirmar no seu manifesto que a “contribuição brasileira” determinará sua visão diante dos marcos históricos. Os tupis, no século 16, já seriam comunistas antes de Marx, assim como a língua dos ameríndios já teria sido surrealista antes das vanguardas europeias do início do século 20.

No Brasil, o principal ataque de Oswald é com relação à colonização e às tentativas de catequização. Para o poeta paulista, “O jesuíta deixou entre nós uma psique neurastênica”; “as religiões de salvação desidentificam, levando aos piores desvios – catolicismos, teosofia, puritanismo, comunismo ideológico”.

O humor Oswaldiano revela toda a hipocrisia da colonização: “Parece uma piada grotesca o fato de os jesuítas que aqui aportaram fazerem traduzir o Decálogo para o tupi. Soa como uma bufoneria de mau-gosto a insistência de se querer incutir no índio nu, polígamo e ocioso o respeito à mulher do próximo (Nono Mandamento) e a guarda do domingo para o descanso (Terceiro Mandamento)”.

Com a colonização e a catequização, aconteceu o pior para o Brasil: “Estavam instituídos na selva matriarcal o trabalho escravo, a divisão da sociedade em classes e a herança”. Diante da colonização e do patriarcado personificado no Estado, em Deus, no pai, na nação e no capitalismo, a Antropofagia vai se inspirar no ameríndio tribal, no corpo nu, na existência livre, sem deus, sem propriedade, sem legislação e sem gramática.

SEM VERGONHA Segundo Oswald, “o índio não tinha o verbo ser. Daí ter escapado ao perigo metafísico que todos os dias faz do homem paleolítico um cristão de chupeta, um maometano, um budista, enfim um animal moralizado. Um sabiozinho carregado de doenças”.

Na Revista de Antropofagia, publicada em SP em 1928 e 1929, Oswald de Andrade costumava assinar artigos com pseudônimos. Ele misturou os nomes de Freud e Friederich Nietzsche para criar a personagem chamada Freuderico. Em outro momento, faz uma homenagem a Karl Marx associando o nome ao ato de mastigar, peculiar dos antropófagos, criando o pseudônimo de Marxillar. É exatamente Marxillar quem vai explicar: “O índio é que era são. O índio é que é o nosso modelo. O índio não tinha polícia, não tinha recalcamentos, nem moléstias nervosas, nem delegacia de ordem social, nem vergonha de ficar pelado, nem luta de classes, nem tráfico de brancas, nem Ruy Barbosa, nem voto secreto, nem se ufanava do Brasil, nem era aristocrata, nem burguês, nem classe baixa. Porque será? O índio não era monogamo, nem queria saber quem eram seus filhos legítimos, nem achava que a família era a pedra angular da sociedade”.

Na sua tese, Oswald de Andrade defende, portanto, o indígena e a mulher, contra as injunções do patriarcado. Oswald cita Simone de Beauvoir como grande escritora e autora do “evangelho feminista”, o livro O segundo sexo. Sobretudo, traça um painel histórico dos arquétipos negativos associados ao feminino: “Na Gênese, Eva é a culpada, na Grécia homérica é Pandora que dispersou sobre o mundo todos os males saídos de sua concha. Nas duas versões, ambas patriarcais, a Idade de Ouro, que mais tarde Ovídio cantaria, refulge na saudade do homem reduzido a escravo pelo Patriarcado”.

A Antropofagia denuncia a eterna manipulação para manter a mulher fora da prática política. Aqui, o patriarcado é o do latifúndio, da oligarquia, dos coronéis que mandam executar quem desafia seu comando. No Brasil o patriarcado é machista, misógino e feminicida. A “vaccina antropofágica” quer atuar contra as escleroses urbanas e conservatórios, contra males catequistas e ideias cadaverizadas, contra a inveja, a usura, a calúnia e o assassinato, “peste dos chamados povos cultos e cristianizados”. O Matriarcado de Pindorama luta contra a realidade social vestida e opressora, e quer uma sociedade “sem os complexos cadastrados por Freud”.

O arsenal feminino e indígena vai aparecer no Manifesto como reação à estabilidade das forças masculinas, estabilidade esta que vem sendo mantida pelo recalque produtor dos complexos da civilização. Vislumbramos no Manifesto um arco que vai do selvagem ameríndio, das índias estupradas pelo colonizador, ao escravo negro, todos abusados pelo sadismo colonial.

Oswald sabe que o Brasil é o país mais atrasado do mundo, o último a abolir sua escravidão, que, em verdade, nunca foi abolida. O poeta viu, exatamente no índio e na mulher, a potência vital capaz de abalar as estruturas patriarcais desta civilização equivocada em que vivemos. No texto Variações sobre o Matriarcado, Oswald vai invocar a força das Amazonas: “Evidentemente, a palavra Matriarcado traz consigo a ideia de predomínio materno. Seria Matriarcado o fabuloso poderio atribuído às Amazonas, no Brasil Colombiano”. Para Oswald, os princípios femininos e tribais são as bases da liberdade e igualdade universais que devem prevalecer frente ao mundo capitalista. O corpo feminino é vital, potente e criador.

Oswald de Andrade, aproximando-se do pensamento de Nietzsche, defende a sua antropofagia na perspectiva religiosa, vital, com o mesmo valor atribuído pelo filósofo ao dionisismo. O almejado “instinto da vida”, que Nietzsche encontrou na Grécia Antiga, Oswald de Andrade situou-o em seu “Matriarcado de Pindorama”.

A crítica ao catolicismo, que aparece em Nietzsche personalizada na manutenção do tabu da sexualidade, em Oswald surge materializada no tabu da antropofagia. Penso que a centralidade do corpo – morada tanto do tabu da sexualidade como do tabu da antropofagia – é o que mais une a visão transgressora de Oswald de Andrade à de Nietzsche.

Na sua Verdade tropical, Caetano Veloso responde ao psicanalista Contardo Caligaris, que teria afirmado que o Brasil se ressente da falta do “nome-do-pai”. O músico baiano, refazendo o percurso da Tropicália e de sua geração, faz uma veemente defesa da filosofia de Oswald de Andrade: “Esse ‘antropófago indigesto’, que a cultura brasileira rejeitou por décadas, e que criou a utopia brasileira de superação do messianismo patriarcal por um matriarcado primal e moderno, tornou-se para nós o grande pai”.

Caetano continua: “Tal como a vejo, a antropofagia é antes uma decisão de rigor do que uma panaceia para resolver o problema da identidade do Brasil. A poesia límpida e cortante de Oswald é, ela mesma, o oposto de um complacente ‘escolher o próprio coquetel de referências’. A antropofagia, vista em seus termos precisos, é um modo de radicalizar a exigência de identidade (e de excelência na fatura), não um drible na questão”.

Antropofagia é uma concepção de mundo. Uma perspectiva original para olhar a história do Brasil e do mundo. Proposta de subversão dos valores patriarcais, visa à inversão do vetor colonial. A Antropofagia quer que o Brasil deixe de ser território explorado pelo colonizador e consumidor passivo dos modismos internacionais, deixe de ser “importador de consciência enlatada”, e passe a ser um país criador de uma “poesia de exportação”.

No Manifesto antropófago de 1928, Oswald articula sua relação com o Brasil, o mundo, o outro, em sentido profundo. Mais que compreender a antropofagia ritual entre os tupis, Oswald inventou o seu próprio mito, engendrou uma trama conceitual e ritualizou a sua poética. Enquanto formação de sentidos, literatura e arte, o uso da imagem antropofágica é alegórico. O autor não voltou apenas ao passado tribal, mas simultaneamente projetou no futuro utópico a sua visão do matriarcado.

Oswald criou um território e seu tempo mito-poético: o “Matriarcado de Pindorama”. O Matriarcado é uma possibilidade sempre aberta, não está inscrito em uma temporalidade, mas é um movimento de criação permanente. O Matriarcado de Pindorama é um território mitopoético, um devir selvagem onde o pensamento não é domesticado, é uma terra do porvir, onde vigora a invenção, a alegria e a liberdade. Liberdade que, neste 2018, ainda precisaremos conquistar. Afinal, “a nossa independência ainda não foi proclamada”.

Mas como “a gente escreve o que ouve, nunca o que houve”, encerro meu texto desejando para aqui e agora a transvaloração de todos os valores, a subjetividade plural e libertária, as infinitas possibilidades abertas pela escuta da percepção além da consciência, do sensorial além da lógica, a insurreição cosmopolítica e o “transMatriarcado” de todo Pau Brasil.

PALIMPSESTO

Antropofagia palimpsesto selvagem, livro de Beatriz Azevedo, autora do artigo destas páginas, é uma detalhada análise sobre o Manifesto antropófago. Foi o último trabalho publicado pela extinta editora Cosac Naify, em 2016, com arte gráfica de Tunga (1952-2016). Esgotado há tempos, o livro ganhará reedição pela Edições Sesc SP, com o mesmo projeto gráfico. O lançamento está previsto para o fim de julho, na Festa Literária de Paraty (Flip).

OSWALDIANAS

As obras que ilustram estas páginas foram reproduzidas do livro Oswaldianas, de Fernando Tavares, composto em tipografia a partir de textos do poeta publicados na Revista de Antropofagia (1928-1929). A edição de apenas 30 exemplares foi impressa manualmente na Oficina Goeldi, em Belo Horizonte, com projeto gráfico de Mario Drumond e impressão de Romeu Bessa. A rara publicação é de 1981, ano 427 da deglutição do bispo Sardinha.

EM CATÁLOGO

Em 2017, a Companhia das Letras/Penguin lançou Manifesto antropófago e outros textos. Sintética e cuidadosa compilação de escritos de Oswald de Andrade produzidos entre 1922 e 1931, inclui o Manifesto da poesia pau brasil (1924), excertos da Revista de Antropofagia e um do semanário político O Homem do Povo. Os organizadores Jorge Schwartz e Gênese Andrade enfatizaram marcas da produção do escritor: síntese, argúcia e humor.
 
*Beatriz Azevedo é doutora em Artes pela Unicamp e mestre em literatura comparada pela USP. Estudou música e dramaturgia e gravou antroPOPhagia ao vivo em Nova York (Biscoito Fino). Ela também é autora de Antropofagia palimpsesto selvagem (Cosac Naify). Site www.beatrizazevedo.com.  

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