Facebook censura pintura clássica da Revolução Francesa por nudez

A empresa admitiu ter cometido um erro ao censurar 'A Liberdade guiando o povo', de Eugène Delacroix

por AFP 19/03/2018 13:20
Eugène Delacroix/Reprodução
Quadro foi pintado para comemorar a Revolução Francesa, em 1830. (foto: Eugène Delacroix/Reprodução)
O Facebook admitiu neste domingo (18) ter cometido um erro ao censurar um anúncio publicitário que exibia a tela A liberdade guiando o povo, do francês Eugène Delacroix, em que uma mulher aparece com seios nus segurando a bandeira da França. A obra-prima do século XIX foi exibida em uma campanha online de uma peça apresentada em Paris, quando foi censurada pela rede social esta semana, informou o diretor da peça, Jocelyn Fiorina.

"Quinze minutos depois do lançamento da publicidade, a administração da rede social bloqueou nossa divulgação assegurando que não se podia publicar uma imagem de nudez", explicou Fiorina, diretor de Tiros na rua Saint-Roch, que estreou na capital francesa. Após essa resposta, Fiorina publicou um novo anúncio com o mesmo quadro, acrescentando uma faixa com a mensagem "censurado pelo Facebook" cobrindo os seios da mulher. A segunda imagem não foi censurada. 

O diretor contou que em junho tentou utilizar duas vezes o célebre quadro - que esteve durante anos nas notas de 100 francos - para promover, sem sucesso, a peça na rede social. "Naquele momento contatei os moderadores, que se mostraram inflexíveis e asseguraram que, mesmo em um quadro do século XIX, a nudez não era aceitável", lembra. 

Mas neste domingo, a gigante americana das mídias sociais mudou de opinião e se desculpou "por seu erro". "A obra Liberdade guiando o povo certamente tem lugar no Facebook... Informamos imediatamente ao usuário que sua publicidade patrocinada está aprovada de agora em diante", reagiu a gerente do Facebook em Paris, Elodie Larcis, em um comunicado.

"A fim de proteger a integridade do nosso serviço, nós verificamos milhões de imagens de publicidade por semana e, às vezes, cometemos erros", explicou. Com mais de um bilhão de usuários, o Facebook frequentemente é criticado pelo conteúdo que autoriza ou não.
 
 

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